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» Márcio Silva | A vida sobre rodas

EDUCAR OU REPRIMIR EIS A QUESTÃO

 

 Dependendo do contexto e do órgão as ideias são muitas, dependendo do lugar do diálogo o declínio é acentuado, e dependendo ainda dos integrantes da discussão a probabilidade de se chegar a nenhum lugar é muito provável. Do ponto de vista do policiamento ostensivo ou da fiscalização, reprimir é a alternativa mais relevante, mas do ponto de vista pedagógico ou educacional ter didática em passar a informação ou mesmo usando a temática lúdica para mascarar a dor, a morte nas rodovias ou estradas também se torna relevante para os educadores.

Embora os órgãos de fiscalização em sua maioria tenham um departamento ou setor designado a Educação para o Trânsito, não é esse o seu papel principal. Quando nos deparamos com uma blitz ou uma barreira, cabe a autoridade de trânsito fiscalizar os documentos de porte obrigatórios – CNH e CRLV - e os equipamentos obrigatórios dos veículos automotores. Mas há pessoas que pensam que tais autoridades são responsáveis em conferir comprovantes de pagamento, o que infelizmente não é de sua competência.

Quando nos sujeitamos a ter ou construir uma casa, sabemos ou deveríamos saber que haveria despesas como água, luz e manutenção. Quando nos sujeitamos a estudar, devemos estar cientes que as despesas com livros, vestuários, alimentação, deslocamentos e horas de estudos também ocorrerão. Entretanto, quando alguém se sujeita a comprar um veículo automotor, deverá fazer a manutenção e usar as regras de trânsito e a direção defensiva. Da mesma forma quando nos propomos a obter o direito de dirigir, através de exames médicos e psicológicos ou provas teóricas e práticas de direção veicular, devemos estar cientes das responsabilidades como motoristas e dos riscos ao qual estaremos expostos.

Apenas Deus, os pais e os professores sabem o quanto é tarefa difícil a de educar outra pessoa. Acredito que todas são experiências onde umas foram bem sucedidas e outras nem tanto. Muito importante lembrar que o meio ao qual o educando esteja convivendo, fora dos bancos escolares, é determinante para o sucesso na transmissão ou aquisição do conhecimento e sua propagação.

Os mais antigos ou maduros que o digam, quem não se lembra dos grãos de milho ou das tampinhas de garrafas nos cantos das salas de aulas. E o que dizer do cantinho do pensamento usando as orelhas de burro, destinado a aqueles alunos mais bagunceiros, mas que mesmo assim ainda respeitavam os professores. Não me lembro de nenhum aluno ter ficado depressivo naquela época e também não me lembro de nenhum pai ou mãe repreender os professores por referidas atitudes.

A educação é para as crianças e para os ignorantes em querer ter acesso a informação. Continuar educando adultos que aprenderam o que é certo e o que é errado, mesmo esses já terem passado pelos bancos escolares é um reflexo de uma sociedade atrasada e culturalmente engessada em um passado de fracassos, acarretando desperdício no uso do dinheiro público de milhões de reais todos os anos.

 

 

Prof. Márcio Silva

Examinador de Trânsito do DETRAN/RS

Especialista em Direito de Trânsito – Verbo Jurídico - POA/RS

Especialista em Trânsito e Educação no Trânsito – Unochapecó/SC

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