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Leitor Interativo
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» Marcos A. Corbari

É preciso, sim, remar contra a maré

 

É sempre mais simples manter-se na zona de conforto, recostar-se naquele local imaginário onde nos sentimos à vontade para criticar uma infinidade de situações, sem jamais nos colocarmos frente aos riscos do fazer acontecer. O erro é um fantasma que assombra. O perigo de “não dar certo” é uma barreira que faz fechar portas e abrevia caminhos.

A par desta divagação inicial, gostaria de tecer um agradecimento, não apenas em meu nome, mas em nome de todos os envolvidos na realização da segunda edição da Festa Literária de Seberi. Nossa FLiS cresceu, mostrou seu potencial, representou – como já dissemos – uma semente que foi plantada e brotou. Muita gente ajudou esse sonho maluco a germinar, muitos mais agora precisam ser somados para ajudar a cuidar desse broto sorridente que já se estende tentando alcançar o céu.

A FLiS serviu para nos tirar de nossa zona de conforto. Serviu para mostrar que nossas comunidades querem sim atrativos culturais que não sejam baseados apenas no entretenimento vazio, no consumo de bebida alcóolica ou na exploração barata da sexualidade. Serviu, mais uma vez, para mostrar à nossas entidades representativas, associações, movimentos e toda ordem de organizações coletivas, que não é preciso apenas pensar em financiar suas atividades vendendo bebida e mostrando a nossos jovens que o divertimento reside no fundo do copo.

Divertir-se é necessário, brincar, sorrir, conviver. Que bom que o nosso trabalho – realizadores, patrocinadores, voluntários, servidores, artistas, poderes públicos, prestadores de serviço, imprensa e todos os “eteceteras” possíveis – tenha oportunizado isso tudo e até um pouco mais. Qualquer problema que tenha decorrido – e problemas sempre acontecem numa junção deste tamanho – fica minimizado frente ao sorriso de cada criança, ao encantamento do olhar de cada adulto, ao aprendizado que se compartilhou do palco à sombra das árvores, do holofote dos espetáculos ao gesto solitário de quem agachou-se para conduzir um papel amassado até a lata de lixo mais próxima. Coisas assim só são possíveis porque acontecem coletivamente. Cada gesto faz parte de um todo que jamais é perfeito, mas nem por isso deixa de ser bonito.

É sempre mais simples e cômodo manter-se na zona de conforto. Lá a gente pode criticar sem receber críticas de volta. Mas que bom que existem pessoas como você, que está lendo este texto agora, que aceita sair da sua zona de conforto e fazer a diferença acontecer. É cansativo. É estressante. É oneroso. É perigoso até. Mas no final das contas, vale muito a pena saber que você fez a sua parte. Para ti, nosso reconhecimento e nosso aplauso. Obrigado!

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