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Devo parar de produzir leite?

Essa é uma reflexão que muitos produtores têm feito nos últimos meses e também uma preocupação para os demais elos do setor leiteiro. Muitos são os fatores que influenciam nessa tomada de decisão, e nem sempre estes vêm sozinhos, normalmente combinados de dois ou mais fatores.

Notável é o momento político e econômico que vivemos atualmente. Os jogos de mercado para aumentar/manter a exportação de produtos agropecuários têm causado choque em nossas propriedades – como é o caso de alguns cereais. Momentaneamente sentimos acréscimo nos custos de produção com a alimentação dos animais, que combinada ao mau desenvolvimento de pastagens hibernais (fator clima) tem causado desconforto e preocupação para produtores rurais e os setores envolvidos. Esse é só um exemplo de sufoco que o produtor vem tentando driblar...

Citamos algumas legislações específicas da área. A Lei 14.835/2015/RS (Lei do Leite) prevê o cadastro de produtores, transportadores e indústria para manipular de forma formal o leite e derivados. Diz sobre a “rastreabilidade” desse alimento, bem como das multas impostas no desrespeito na produção, transporte e manipulação deste. Uma vitória para a saúde pública, mas que mantém exigências necessárias e desafiadoras para todos os elos do setor. Resta saber qual o tempo de regularização a ser fornecido dentro de novas regulamentações que virão. Outra legislação que preocupa o setor é a Instrução Normativa 62/2011, que prevê mudanças nos padrões de CCS (Contagem de Células Somáticas) e CPP (Contagem Padrão em Placas), que baixariam suas cobranças, respectivamente de 500.000 CS/mL e 300.000 UFC/mL, para 400.000 CS/mL e 100.000 UFC/mL, a partir do dia 1º de julho de 2016. Para essa nova cobrança o Mapa decidiu prorrogar os novos padrões para mais dois anos. Com certeza, a legislação terá grande papel para manter produtores no campo.

O envelhecimento do meio rural é um fator que tem aumentado sua significância nos últimos anos. Famílias cada vez menores no campo e os jovens migrando para a cidade têm reduzido a mão de obra para a atividade leiteira.

A mão de obra qualificada, necessária para atender sistemas de produção leiteira, precisa melhorar muito. Quando se fala nesses termos, é pela procura de pessoas dotadas de conhecimento de produção na área. A deficiência nesse setor traz perdas, prejuízos e muitas vezes inviabiliza a expansão da atividade na propriedade.

Cita-se também a não observância dos custos de produção. Da não administração financeira e social de propriedades leiteiras, por exemplo: “Até quantos litros uma vaca leiteira se paga com sua produção? Qual o valor de um programa de vacinação, vermifugação e terapia de vaca seca?”. Questionamentos simples, mas carregados de preocupação, já que não se enxerga a longo prazo os efeitos benéficos. Socialmente, qual a importância da família e dos jovens nas decisões e sucessão rural, como está a qualidade de vida destes?

A indústria e transporte também têm suas responsabilidades. Aqui observamos que nos últimos meses o leite de alguns produtores (por baixa qualidade e, principalmente, por quantidades pequenas) não está sendo mais recolhido. Alguns destes pequenos produtores aumentam o comércio informal de leite e derivados, formalizam pequena agroindústria com outros vizinhos ou desistem da atividade.

Fatores são muitos, acima identificamos apenas os principais. O que vale demonstrar é que são momentos desafiadores e podem ser superados. Observa-se que sem esforço e sem especialização na área normalmente o crescimento e retorno financeiro e social não são visíveis. Em suma, daqui para frente existe a necessidade da humilde procura pelo conhecimento. Fato que tem se demonstrado fundamental para a permanência na atividade leiteira.

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