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» Frei José Isidoro Olkoski Título

Sede misericordiosos

 

A Quaresma é tempo de retificar os caminhos e nos reconciliar com Deus. "Deixai-vos reconciliar com Deus” (Cor 5,17-21). Ser cristão é aceitar essa reconciliação com Deus. A comunhão com Deus exige a reconciliação com os outros irmãos.

No Evangelho, em Lc 15,1-3.11-32, na parábola do “filho pródigo”, o Pai se reconciliou com o filho e convidou os filhos a se reconciliarem entre si. A parábola do Pai Misericordioso (ou do Filho Pródigo) narra duas cenas: o filho mais novo e o filho mais velho, unidos pela ação do Pai, que é o centro do relato: o filho mais novo, numa atitude de orgulho e de desprezo... Afastou-se do pai, da família e da comunidade, renunciou a sua posição de filho e foi "para longe". Sonhou sua felicidade com uma vida de independência e de liberdade, e voltou espoliado, esfarrapado, faminto e sem dignidade... “Longe" da casa do Pai, não encontrou a felicidade desejada. A fome fez ter saudades da casa do Pai e a lembrança da bondade do Pai o animou a voltar. O filho mais velho é um "bom filho", sóbrio, obediente e trabalhador.

Mas não é um bom irmão. Não aceita a volta do irmão, nem mesmo o amor do Pai, que o acolheu... O Pai é o personagem central, Sai ao encontro dos dois filhos: corre "movido de compaixão" ao encontro do filho mais novo. Abraça-o, beija-o, manda buscar roupa, calçado, o anel, para que o filho seja restituído em sua dignidade de filho. E faz uma festa para celebrar na alegria a sua volta. Vai também ao encontro do filho mais velho. Suplica-lhe que entre, convida-o para a festa, para a alegria.

Podemos abandonar a nossa dignidade de filhos. Deus não abandona a sua missão de Pai. Deus sai à procura dos perdidos e festeja porque são resgatados. A ação do Pai reflete a atitude de Jesus e deve ser também a nossa. Quem é esse jovem, que em um desejo de liberdade e felicidade vai longe do pai, da família, da comunidade e de Deus, e quando sente o vazio em que se encontra, começa a sentir saudades da casa do Pai?

Quantos filhos pródigos continuam ainda hoje perdidos, longe da casa do Pai, porque não há quem acredite neles e vá ao seu encontro, ajudando-os a descobrirem os valores da vida e da fé. Talvez sejamos um pouco dos dois: todos temos um pouco do pecado do mais novo e da intransigência do mais velho.

Somos convidados a imitar o gesto do Pai: que respeita a liberdade e as decisões dos seus filhos, que continua a amar e a esperar o regresso dos filhos rebeldes. E que está sempre preparado para abraçar os filhos que retornam... Os acolhe com amor e os reintegra na sua família. Que festeja com alegria a sua volta!

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