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» Frei José Isidoro Olkoski Título

A conversão

 

A Quaresma é um tempo de forte apelo à conversão. Conversão é um longo processo de renovação, em que devemos nos desfazer de uma porção de coisas, para tornar possível em nós a "libertação".

No Evangelho, em Lucas 13,1-9, temos um forte apelo à conversão. O texto fala de dois acontecimentos trágicos daqueles dias: a matança de Pilatos e a queda da torre de Siloé: 18 mortos. Jesus não concorda que a desgraça é sinal do castigo de Deus, pelo contrário, é um apelo de conversão aos sobreviventes: "Vocês pensam que eles eram mais pecadores do que vocês?". "Se vocês não se converterem, morrerão todos do mesmo modo...". Rejeitar a ação salvadora de Deus, oferecida em Jesus, é pior que um desastre.

E com a parábola da Figueira Estéril, Jesus ilustra a resistência de Israel à conversão e a bondade e a paciência de Deus, disposto a esperar, mas não indefinidamente: "Senhor, deixa ainda esse ano. Vou cavar em volta dela e colocar adubo... Talvez depois disso, venha a dar frutos...".  Esse Servo é Jesus, que pede uma nova chance para seu povo, sabendo que o Pai é bondoso e cheio de amor. Conversão não é apenas uma penitência externa, ou um simples arrependimento dos pecados, é um convite à mudança de vida, de mentalidade, de atitudes, de forma que Deus e os seus valores passem a estar em primeiro lugar. É voltar-se para Deus de todo o coração

 Quem é essa figueira? Podemos ser todos nós, a nossa família, a Igreja, a sociedade. Os frutos são as boas ações, que devemos realizar. Há cristãos que foram educados na fé do evangelho. Receberam dos pais, da escola e da comunidade uma boa educação na fé. E depois... Nenhum fruto... Há famílias que têm tudo para ser fermento no meio de outras famílias, para atuar na Igreja e na sociedade, pois receberam muitos talentos. Mas onde estão os frutos? Há grupos de cristãos, movimentos e comunidades que há anos são privilegiados com encontros, celebrações, missas, cursos... E nada de frutos. Há cristãos que até participam assiduamente na igreja, mas nunca se comprometem com pastorais, com grupos de reflexão e outros serviços da comunidade. São figueiras estéreis...

Este é um forte apelo à conversão, que se manifesta através de boas obras, que correspondem ao amor generoso do Pai. E também uma advertência: Deus é paciente e generoso em esperar, mas a espera de Deus tem um limite... Será que não estamos já esgotando a paciência de Deus? O que devemos fazer, ou de que precisamos nos desfazer, para ser possível esse caminho sagrado da conversão e assim produzir os frutos esperados por Deus?

 

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