icone
Serviços Online
» Conheça nossa edição digital
23/08/2017
Homem de 45 anos morre ferido por arma branca
22/08/2017
Carreta de Rodeio Bonito se envolve em acidente
22/08/2017
Valéria Pinheiro falará sobre a Ong
22/08/2017
AU recebe Comenda Cultural da FliS
icone
Leitor Interativo
» Leia o Artigo da Edição
» Marcos A. Corbari

Comer é um ato político

 

Nos últimos tempos tenho refletido bastante sobre essa afirmativa. A decisão sobre quais e que tipo de alimentos levamos para nossa mesa dialoga diretamente com quem somos, no que acreditamos e o que esperamos do futuro. Vivemos, em nosso cantinho de mundo, em um ambiente privilegiado, com possibilidade de comprar gêneros muitas vezes diretamente do produtor. Produtos da terra, cultivados por quem sabe lidar com a terra, sem abusar do veneno, sem degradar o ambiente.

Já passou da hora de estabelecer o diálogo entre a mesa e a produção. Esta é uma das pautas do chamado Plano Camponês, proposto pelo MPA (Movimento dos Pequenos Agricultores). Atrelado a uma série de outros temas, a união entre campo e cidade em busca de práticas de produção e consumo consciente chama a atenção. A busca pela soberania alimentar evoca um novo conceito de libertação frente a amarras historicamente constituídas, que, entre outros males, fez com que levássemos até as mesas de nossas famílias quantidades absurdas de veneno através de alimentos industrializados ou de procedência duvidosa.

Preservar o cultivo tradicional, inserir nas práticas de produção os procederes da agroecologia, defender o território de plantio da expansão inconsequente da monocultura, tornar acessível ao camponês o acesso a tecnologias responsáveis, estabelecer canais de pesquisa que se dediquem à qualidade com maior atenção do que à produtividade. São pontos sensíveis que precisamos debater. Há uma música do Humberto Gessinger que diz em seus versos “os tempos são outros, os erros os mesmos”. Não temos o direito de fechar nossos olhos e repetir os erros do passado. Temos muita informação a nossa disposição, para fazer bem e fazer certo. As desculpas de três décadas atrás já não nos cabem.

Não sou nenhum grande conhecedor do assunto. Mas me importo muito com o tema e tenho procurado fazer a minha parte, ou seja, o estudo do tema, a busca por compreender o porquê do ponto onde chegamos. E tu? Estás disposto também a repensar no que colocas em tua mesa? Sabes de onde vem o teu alimento? Como é produzido? Fica atento, pode te assustar quando souber da verdade.

 

COMPARTILHE ESTA PÁGINA
Os comentários no site estão em fase experimental - não são moderados e são de inteira responsabilidade de seus autores. Utilize este espaço com elegância e responsabilidade. Ofensas pessoais e palavras de baixo calão serão excluídas. Denuncie comentários ofensivos ou usuários fakes pelo e-mail site@oaltouruguai.com.br.
© 2012-2013 - O ALTO URUGUAI - Rua Getúlio Vargas, 201 - Ipiranga - Frederico Westphalen/RS - Fone: (55) 3744-3040. Site desenvolvido por LIFESITE.