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Turista e viajante (parte 3)

Nesta terceira e última coluna sobre o professor Jorge Daros, continuaremos abordando as respostas recebidas. Opinião sobre a religiosidade e a espiritualidade no Brasil e nos países que visitou: “No Brasil, há um sincretismo religioso acentuado, mistura de religiões afro e cristãs. No Brasil, multiplicam-se as seitas e denominações com o título de ‘religião’ parece-me mais por causa da carência econômica do povo do que por causa de uma viva religiosidade. Por outro lado há, a meu ver, um aproveitamento da boa fé do povo, por parte de espertalhões que vendem (a dinheiro) sonhos de felicidade distantes. Em muitos países que visitei, a questão religiosa é muito particular, individual  sem maior  repercussão social, isto é, as pessoas têm mais uma religiosidade do que propriamente uma religião. O ritualismo é pouco presente, há um decréscimo na opção religiosa. Talvez seja um desencanto pela religião”.

Sobre as dificuldades para a publicação de um livro: “No Brasil, publicar um livro é desanimante. Os pobres, para patrocinar, não têm dinheiro, os ricos estão muito apegados ao dinheiro e para eles (quase todos) cultura não tem valor, por isso não patrocinam. Em matéria de cultura, de publicação de livros, o sujeito ‘tem que meter a cara’, superar os obstáculos e somente ir atrás de seu sonho, sem ficar esperando que seja bem acolhido no aspecto financeiro, pois não será”.

Comentários sobre o ato de escrever e da leitura: “O livro é o melhor amigo da pessoa. Quem lê sabe escrever, amplia conhecimentos. O mundo só será salvo pelo conhecimento, dizia Nagib Mafuz, prêmio nobel egípcio de literatura. Sem leitura, a inteligência se limita, é o pesar que tenho hoje ao ver as crianças e jovens teclando celular, perdendo seu precioso tempo em futilidades. Quando estive no Japão, nos trens, rápidos, limpíssimos, todos liam livros, jornais ou revistas. Todos. E veja-se o que é o Japão. O maior jornal do Japão  “Asahi Shimbum” tem tiragem de 12 milhões de exemplares por dia, o segundo tem nove, o terceiro seis milhões. No Brasil, o que tem mais tem 350 mil, em um país de 205 milhões de habitantes. Temos ainda um longo caminho pela frente. Monteiro Lobato dizia: ‘Um país se faz com homens e livros’. Parece que o brasileiro não entendeu a segunda parte...”.

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