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Desenvolvimento do Sistema Digestivo de Terneiras

Terneiras recém-nascidas não têm a mesma condição anatômica e fisiológica de um bovino adulto. Como podemos ver na Imagem 1, o abomaso de terneiras nos seus primeiros dias de vida é mais desenvolvido, enquanto que o rúmen não. Isso se deve ao fato de que logo no início, na fase de aleitamento, é necessária maior empregabilidade da digestão química para o leite do que a digestão microbiana. Com o passar do tempo o rúmen se desenvolve e o abomaso (popular “coalheira”) fica menos representativo na digestão de terneiras, assumindo sua função de digestão química do bolo alimentar, degradado parcialmente pelo rúmen (popular “mondongo”), retículo e omaso (popular “folhoso”). Por certo que a influência do manejo pode acelerar esse processo de desenvolvimento do estômago pluricavitário (retículo, rúmen, omaso e abomaso), e pode impor uma situação de desmame precoce... Mas como?

Por muito tempo se pensou que o desenvolvimento precoce do sistema digestivo de terneiras se acelerava somente com o fornecimento de alimentos volumosos, que causariam atrito nas paredes do retículo e rúmen levando ao desenvolvimento. O estímulo para o desenvolvimento do rúmen e retículo é mais efetivo quando acompanhado da combinação de concentrado e feno de boa qualidade, por exemplo. Isso é observável quando o desenvolvimento dessas estruturas é químico e a presença de Ácidos Graxos Voláteis (AGV) estimula o desenvolvimento epitelial (papilas), conforme demonstrado na Imagem 2. Os AGV são encontrados em concentrados e forrageiras de boa qualidade. A presença de alimento seco, além da dieta líquida (leite e água) proporciona a expansão gradativa do sistema digestivo, carreia microorganismos para compor a flora ruminal e permite vigor na movimentação gástrica entre os compartimentos.

No contexto da produção de leite à base de pasto, proposto para a região do Médio Alto Uruguai, e na busca por terneiras especialistas em digestão de volumosos, é importante seguir critérios de boas práticas de produção que respeitem condições anatômicas e fisiológicas da terneira. Isso otimiza recursos, dá liberdade e bem-estar animal e proporciona animais mais sadios e equilibradamente mais produtivos. O futuro sucesso da atividade leiteira perpassa pelo planejamento e preparo dessa categoria tão nobre: a terneira.

 

Paulo Roberto Machado, professor da URI/FW, zootecnista, técnico em Administração e mestre em Produção Animal.

 

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