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Dignidade: o limite para tolerância

Apesar da tolerância não fazer parte do rol das Sete Virtudes, podemos dizer que de certa forma se assemelha a uma delas: a paciência, pois Tomás de Aquino dizia ser a paciência “...o bom humor ou amor que nos faz suportar as coisas ruins ou desagradáveis.” Tolerância é oriundo do latim “tolerare” e significa suportar e ser indulgente perante algo que não se quer ou que discordamos. A tolerância, a mercê de seu viés moral ou teológico, fundamenta-se em evitar conflitos; pela não existência de verdades absolutas; pela ausência de convicções próprias e pelo respeito às diferenças, sendo uma exigência dos Direitos Humanos quanto ao conjunto de direitos fundamentais.

Somos ensinados a ser tolerantes desde que nascemos e, muitas vezes, nos acostumamos com essa postura serena, preterindo nossa própria dignidade, como se a tolerância fosse um “direito adquirido” (Clemenceau). Contudo, até onde devemos aceitar o que não concordamos? Qual será o limite para não macular nossa dignidade?

Para Kant, dignidade não tem preço na medida em que não é passível de ser substituída por algo equivalente. Pois a dignidade inspira uma maior consciência a respeito de nós mesmos e nos leva ao amor-próprio, sendo um termômetro para nossa tolerância. Assim, a ideia é ficar atento aos sinais que nos levam a não passar dos limites do aceitável, a título de não sermos vítimas tão pouco algozes.

Existem situações em que ser tolerante nos torna cúmplices, omissos e acomodados a rotinas prejudicais, tanto em âmago pessoal quanto profissional. O mercado de trabalho vigente dita que temos que ser flexíveis às mudanças no que tange a formas de seleção e recrutamento; menores prazos para faturamento; modelos de contratos e joint ventures; implementação de novos modelos de gestão; etc. Sendo que a cultura organizacional de cada empresa é que vai dar o norte do quanto é possível estrategicamente mudar ou se adaptar sem perder o foco da tríade: missão, visão e valores. Em termos pessoais, somos nós quem comandamos a tomada de decisão dentro do nosso livre arbítrio, sendo o objetivo principal, salvaguardar nossa dignidade pois Kennedy já aludia: “se você agir sempre com dignidade, talvez não consiga mudar o mundo, mas será um canalha a menos”.


A seguir, alguns pontos para reflexão quanto ao limite da tolerância:

- Com assédios morais e sexuais;

- Com o trabalho escravo;

- Com a discriminação (racismo, sexismo, social, homofobia, com deficientes, etária, etc.)

- Com o terrorismo em nome de uma dita “guerra santa”;

- Com a falsidade ideológica;

- Com pessoas que procuram outras apenas para falar de problemas e dificuldades, mantendo o hábito egoísta de comentar somente aspectos da própria vida, ignorando os anseios alheios e só escutando o próximo quando quer se aconselhar;

- Com atos de covardia diante de fatos que exigem um posicionamento e na frivolidade diante de coisas que não podem ser compactuadas;

- Com relações pessoais parasitas, onde apenas uma das partes tem vantagens, portanto, não havendo uma simbiose de interesses.

Bons Ventos! Namastê. 

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