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A origem do mal

Einstein ao falar sobre o mal dizia que “o mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer.” A reflexão a respeito dessa frase alude que não adianta apenas seguir a cartilha do bem e evitar praticar o mal, mas sim, coibir que ele aconteça. Ocorre que convivemos diariamente com vários males urbanos, mas na maioria das vezes optamos em outorgar a outrem a tarefa de combatê-lo como forma de não nos indispormos. 

O que dizer dessa postura de ficar “em cima do muro” ou sempre esperar que alguém resolva nossas questões? No mínimo lamentável, pois o comodismo nos faz cúmplices do sistema e vulneráveis ao mal. E quando falamos do mal, a inquietação de rever na história sua origem nos instiga a várias fontes, tanto religiosas quanto filosóficas, cada uma com a sua versão, mas conclusivas em determinar que o mal, assim como o bem, faz parte do livre-arbítrio do homem, ou seja, chega de culpar o demônio por nossas fraquezas!

Na verdade, o mal da humanidade é fruto da ignorância, da inveja, do orgulho e da vaidade que insistem em criar ilusões momentâneas de poder e sensações efêmeras de poder. Rousseau dedicou parte de seus estudos desdobrando discursos sobre o bem e o mal, não sendo o único em seu tempo a tratar desse assunto, sendo que sua consideração é que o emprego errôneo de nossas próprias faculdades é que nos leva a sofrer e praticar o mal – e aqui, não vamos entrar na seara da “Lei da causa e efeito” por ser assunto que demanda tempo para explanar. Em uma leitura apressada, pode surgir o questionamento do porquê desse enfoque. A justificativa reside em função de estarmos constantemente questionando o tanto de mal que existe no mundo por conta de seus governantes, das inúmeras guerras, do preconceito, da pobreza, dos desmandos políticos, da economia caótica e assim por diante. Porém, o mal que mais nos atinge é o que se avizinha ao lado. Aquele mal que sofremos no seio familiar ou no ambiente de trabalho. São muitos os demônios travestidos de gente que atentam ao ciclo da vida e tentam mudar o destino com mandingas, zombando do bem ao festejar infortúnios. O festival de máscaras que costumam se regozijar em verdadeiros sabás urbanos é cada vez mais comum em tempos hodiernos, nos levando a pensar que o único caminho para estar imune ao mal é perdoar.
Perdoar é um ato de libertação para nós mesmos, na medida em que inevitavelmente saímos da frequência mental de nosso oponente lhe deixando sozinho em suas fraquezas, pois quem pratica ou manda fazer o mal é um fraco de alma. “No fundo, não há bons nem maus. Há apenas os que sentem prazer em fazer o bem e os que sentem prazer em fazer o mal. Tudo é volúpia...” (Mario Quintana), bem assim...

Bons Ventos! Namastê.

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