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» Ivan Tasso

Viajar através da leitura

Viajar sem sair de casa. Podemos fazer isso de duas maneiras: através dos filmes ou dos livros. É lógico que um passeio com qualquer meio de locomoção – ônibus, carro, avião, navio ou quem sabe o quase esquecido trem – nos dá a sensação de liberdade.

 

Quando não é possível “pegar a estrada”, precisamos ser criativos para nos ocupar de forma prazerosa durante nossas férias. Ficar sem fazer nada pode ser uma boa ideia, mas com muitas chances de levar ao tédio.

Como não foi possível viajar durantes as férias – fato que já havia ocorrido nos anos de 2015 e 2016 – resolvi colocar minhas leituras (quase) em dia. Uma de minhas metas era ler Jorge Amado, porém, sempre adiando. Desta vez, consegui me redimir. De uma só vez devorei três livros deste maravilhoso escritor baiano, que nos deixou em 2001: “Cacau”, “Mar Morto” e o excelente romance “Gabriela, Cravo e Canela” – que foi a terceira obra mais vendida do autor, só atrás de “Capitães de Areia” e “A Morte e a Morte de Quincas Berro D’ Água”.

Esta obra é, na minha modesta opinião, umas das melhores da literatura brasileira. Sem se prender nas aventuras amorosas da protagonista, o autor consegue criar personagens, que retratam com muita exatidão como era a política – antigamente – no Brasil, a relação dos coronéis – grandes proprietários de terra – com os sertanejos ou retirantes, que vendiam sua força de trabalho nas roças de cacau.

O escritor consegue traçar o perfil psicológico de cada personagem com uma precisão, que nos dão a impressão de que são pessoas que convivem conosco, ou fazem parte de um passado não muito distante. Ao ler este livro nos sentimos parte da história, viajamos com os heróis anônimos (os sofridos roceiros) sentimos seus dramas, suas perdas e a esperança de melhorar de vida.

Gabriela e seu esposo, o árabe Nacib, os coronéis Ramiro Bastos, Manuel das Onças e Melk Tavares; Mundinho Falcão, Clemente, Fagundes, Tonico Bastos, Josué, Tuísca, dona Arminda, Glória, Ari Santos, Capitão, Nhô-Galo, João Fulgêncio, Sinhazinha e Osmundo, Malvina, Epaminondas, Aristóteles, os padres Basílio e Cecílio, Ofenísia – esqueci  alguns nomes – foi um prazer conhecê-los. Obrigado pela carona. Fiz uma boa viagem. 

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