icone
Serviços Online
» Conheça nossa edição digital
22/07/2017
Doação de agasalhos e alimentos é transferida
21/07/2017
Planalto é destaque em educação fiscal
21/07/2017
Festas homenageiam colonos e motoristas
21/07/2017
Café Colonial terá cardápio típico
icone
Leitor Interativo
» Leia o Artigo da Edição
» César Riboli

Na realidade de 2017

Aquele velho ditado muito lembrado pelos brasileiros de que “O Brasil só começa a trabalhar depois do Carnaval ou que o ano efetivamente só começa depois do Carnaval” foi muito lembrado nos últimos dias.

Para muitos essa é uma premissa tão verdadeira que se manifesta automaticamente no corpo e na mente, de modo que os objetivos do ano passem a figurar nos propósitos do cotidiano só depois do Carnaval. Para outros, enganados estão os que pensam que o ano só começa depois do Carnaval, pois se for preciso esperar o Carnaval passar, parte do ano seria perdido, também porque detestam o Carnaval. De qualquer forma, inegável que passado o Carnaval algumas mudanças efetivamente acontecem, até porque, como dizem os sábios, “há tempo previsto para tudo na vida”, cada um no seu momento oportuno.

A retomada das aulas em todos os estabelecimentos de ensino é capaz de operar mudanças na realidade da rotina diária dos estudantes, das famílias e da cidade, os estabelecimentos de ensino ganham vida e vibrações.

As festas de Carnaval parecem que mentalmente coincidem com o fim das férias escolares e das pessoas em geral, claro que muitos trabalhadores passam por este período de férias apenas sonhando e, pior ainda, ouvindo relatos das pessoas sobre o que fizeram e para onde foram nas férias, isto porque a desigualdade social em que vivemos faz com que a maioria dos trabalhadores não tenha nenhuma alteração de rotina, tudo é igual aos demais dias do ano, o Carnaval e os feriados passam a ser sonhados dias de descanso físico e mental.

Então se o ano efetivamente para os brasileiros está começando, o que podemos esperar dele? Será que a dificuldade de emprego e negócios vai persistir? A Lava-Jato vai continuar sendo terror para os políticos de Brasília, momento de comemoração da população com a prisão de políticos e empresários famosos, isto porque, o receio de reação popular não vai permitir intervenções nela. As reformas da previdência e trabalhista devem dominar o cenário dos debates durante a maior parte do ano, o governo pretende mudanças duras, acontece que, como pouca credibilidade popular deverá enfrentar sérias dificuldades para aprovar qualquer mudança, especialmente na previdência.

Politicamente o país vai continuar priorizando interesses, não tenho dúvidas disso, afinal, não se muda uma cultura de forma simples. Entendo que a reforma tributária e a política deveriam ser prioridade, antes da trabalhista e da previdenciária, por uma singela razão, simplificar a atividade econômica e fazer uma distribuição mais justa de recursos públicos, com maior parte para os Municípios e Estado, resolveria em grande parte as negociatas de Brasília e o povo mais próximo da aplicação dos recursos públicos poderia fiscalizar melhor, é também necessário acabar com a criação de partidos como produto para negociar.

Agora, então, na realidade de 2017, vamos fazer a nossa parte, da melhor forma que pudermos, não descuidando dos deveres da cidadania de vigiar nossos representantes para que cumpram com seus deveres.

COMPARTILHE ESTA PÁGINA
Os comentários no site estão em fase experimental - não são moderados e são de inteira responsabilidade de seus autores. Utilize este espaço com elegância e responsabilidade. Ofensas pessoais e palavras de baixo calão serão excluídas. Denuncie comentários ofensivos ou usuários fakes pelo e-mail site@oaltouruguai.com.br.
© 2012-2013 - O ALTO URUGUAI - Rua Getúlio Vargas, 201 - Ipiranga - Frederico Westphalen/RS - Fone: (55) 3744-3040. Site desenvolvido por LIFESITE.