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O mundo dos apaixonados

Sabe aquele estado de espírito em que a felicidade é explícita e que o mundo fica mais colorido? Palpitações, frio na barriga e perda de fome e sono também estão no rol de sintomas... Se ainda não sabe, bem-vindo, você está apaixonado! Muitos pensam na paixão sob o enfoque romanesco e poético, mas a paixão envolve uma série de fatores hormonais e neurológicos, que começam no cérebro e atingem o corpo todo. Sem dúvida, que é um sentimento contraditório e que nos deixa vulneráveis, do contrário, não seria paixão. Essa palavra de origem latina “passio”, em sua tradução literal significa sofrimento, já em grego “pathe” se resume em sentir. Foi em meados do século XIV que ganhou a conotação que temos agora, como forte desejo, entusiasmo, predileção. Não existe antídoto para não se apaixonar, pois a paixão acontece de repente sem avisar e também pode findar de modo abrupto. Dizem que a culpa são das glândulas e neurotransmissores que são ativados assim que nos interessamos de forma incontrolável por alguém. Nessas horas, esqueça a racionalidade, pois ela quase inexiste, e você certamente fará coisas que jamais pensaria em fazer se estivesse em outro estado de espírito. E para quem deseja uma explicação científica para os sintomas, vamos lá: a testosterona (desejo), a adrenalina (faz o coração disparar), a dopamina (prazer), a noradrenalina (promove mais energia) e a serotonina (provoca o pensamento fixo e obsessivo). Agora fica mais fácil entender porque o apaixonado gasta, no mínimo, quatro horas por dia pensando no objeto de seu desejo. Mas, esse estado embriagado de amor pode ser funesto se não houver reciprocidade, causando desânimo ou até depressão. Contudo, sempre bom se jogar de cabeça na paixão, pois “As paixões são como ventanias que enfurnam as velas dos navios, fazendo-os navegar; outras vezes podem fazê-los naufragar, mas se não fossem elas, não haveria viagens, nem aventuras, nem novas descobertas” (Voltaire). Há quem diga que se ama apenas uma vez na vida, pois diferente do amor, é possível se apaixonar inúmeras vezes. A paixão não deixa dormir e ocupa quase que integralmente nossa vida. É um tipo de doença e, sem dúvida a mais deliciosa de todas, mas como nos exige muito, tende a se esgotar com o tempo. Então, geralmente se sublima em amor, mas é um caminho lento, pois a paixão se perturba em converter-se em amor. A notícia boa é que é possível fazer sobreviver parte da paixão aliado ao amor, assim propiciando momentos de ternura e doses de prazer. E já dizia o poeta “Que não seja imortal (posto que é chama) mas que seja infinito enquanto dure” (Vinícius de Moraes).

Bons Ventos! Namastê.

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