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A sabedoria em ser sábio

A sabedoria tão valorizada e rara na antiguidade persiste nos dias vigentes como um atributo muito valorizado nas mais distintas culturas. O termo se origina do latim “sapere” e indica a condição de quem tem conhecimento, sendo que na Grécia Antiga tinha sua representação mítica pela deusa Atena, divindade detentora da sabedoria, verdade e justiça. Mas, chamar alguém de intelectual é sinônimo de dizer que é inteligente? Muitos pensam que para ser intelectual o sujeito tem que ler e conhecer muitos autores consagrados, como Tosltói, Dostoievski, Focault (um tanto subjetivo, pois existem pontos de vista diferentes quanto à distinção de um autor ou não); viajar muito; apreciar “boa música” (olha o preconceito novamente pairando no ar, pois a boa música é a que me agrada), ser detentor de títulos intelectuais e frequentar: cinema cult, teatro de vanguarda e saraus líricos. O certo é que desde sempre a cultura ou a falta dela é fator discriminador pelo classismo societal, de modo que está associada às classes privilegiadas por elas terem acesso à dita cultura. Contudo, ao passo que o preconceito é desprezível, impossível negar que a conjuntura de pobreza que assola muitas localidades e promove a desnutrição, contribui para um baixo desenvolvimento cognitivo consequentemente afetando a inteligência. Mesmo assim, não há cultura melhor nem pior do que a outra, pois o conhecimento não reside apenas no que se busca na academia, mas também deve estar associado ao conhecimento atávico (transmitido de origem hereditária).  Sobre a possível similitude entre ser intelectual ou inteligente, os argumentos são diversos, por isso aqui se registra apenas um olhar dentre inúmeros possíveis, de que nem todos são cultos, mas que todos somos inteligentes, pois a inteligência é uma característica nata do ser humano que pode ser desenvolvida em maior ou menor proporção. Ser culto é deter conhecimento abrangente, o que chamamos de expertise a respeito de algo, contudo Gramsci contrapõe ao dizer que “todo mundo é intelectual” e que não precisa ter frequentado uma universidade para ser intelectual. Existem fartos exemplos de autodidatas nos mais diversos segmentos que comprovam esse pensar, pois os arquétipos intelectuais fabricados pelas faculdades necessariamente não os fazem intelectuais, ou seja, ter um canudo na mão não significa ser intelectual. E assim caminhamos, imersos nessa “pós-modernidade líquida” cunhada por Bauman, que continua questionando e selecionando quem é ou não intelectual, muitas vezes dando o mérito a quem não é detentor de tal alcunha. Só sei que tem muito sábio escondido no seu cadinho de chão, ensinando sobre o tempo, a vida e o homem. Gente que não sabe ler, mas entende a natureza humana. Gente que não fez cursos gourmets, mas prepara pratos divinos. Gente que nunca viajou, mas tem um olhar cosmopolita. Gente como Cora Coralina, doceira de profissão, poetisa e cronista que diz que “O saber a gente aprende com os mestres e os livros. A sabedoria se aprende é com a vida e com os humildes”.

Bons Ventos! Namastê.

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