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“A felicidade está no amor”

(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

Com apenas 13 anos, Gustavo Balestrin tomou uma decisão em sua vida. Deixou pais, irmãos e amigos em Taquaruçu do Sul e foi para o Seminário Menor dos Legionários de Cristo, em Porto Alegre. De lá para cá já são 13 anos longe de casa, de muitos aprendizados e, também, de muita sabedoria para lidar com a saudade e as surpresas da vida, como a perda do pai.

Diferente de muitos meninos da sua idade, o filho caçula de Darci Balestrin (in memoriam) e Solange Maria da Silva Balestrin abriu mão de tudo e resolveu escutar ao chamado para seguir Jesus. “Algumas vezes é difícil explicar porque não me casei, entreguei minha liberdade a Deus e escolhi viver uma vida de pobreza. Ninguém me obrigou, livremente escolhi e sou feliz seguindo a Deus assim. A vida de cada dia, o passar dos dias, meses, anos nos faz mais realistas e aquele primeiro amor não morre, fica mais profundo, mas consciente”, destaca Gustavo, que hoje tem 26 anos.

 

A vocação sacerdotal 

Em 2003, com 13 anos, Gustavo foi para o Seminário Menor dos Legionários de Cristo, em Porto Alegre. Aos 17 anos, foi para São Paulo para iniciar o noviciado, onde recebeu o uniforme Legionário, a batina preta, e em 2008 foi enviado para a Colômbia, para o seu segundo ano de noviciado. “Foram anos maravilhosos de conhecimento de Cristo, da Igreja, da congregação e nos quais os superiores foram me conhecendo para ver se poderia ser aceito como membro da congregação”, destaca. Em fevereiro de 2009, professou os seus primeiros votos temporais na Colômbia, em Medelín. Voltou para o Brasil para terminar o terceiro ano do ensino médio e depois foi para os Estados Unidos estudar Humanidades Clássicas, de 2009 a 2011. Após esse período, foi para Roma, 2011 a 2013, para estudar Filosofia e, em seguida, foi enviado para Curitiba, de 2013 a 2016, onde iniciou um período de pastoral que durou três anos como professor e formador de seminaristas menores. “Aí foi uma experiência única, sentir-me formador, pai aos 23 anos e ter que encarar a realidade que ninguém nasce aprendendo a educar, guiar”, relata Gustavo, dizendo que a felicidade e realização pessoal estão no amor, em ser capaz de amar e deixar-se amar. “Precisamos aprender a amar, a doar-nos”, orienta o legionário.

 

A família 

Nos primeiros anos no seminário, conforme conta Gustavo, havia muita dependência dos pais, mas pouco a pouco foi aprendendo a viver a vida sem deixar de ser filho e diariamente demostra o amor pela família. “Eu sou o filho caçula dos três, pois tenho a minha irmã Bruna e o meu irmão Diego, e para minha mãe sou e sempre serei seu neném. Não sinto vergonha de demostrar meu amor por ela, dar flores, fazer desenhos, escrever uma carta carinhosa. Crescemos, construímos a nossa vida, mas sempre somos filhos. O meu pai me ensinou a trabalhar desde pequeno no campo, a lutar e esforçar-se na vida, a ter grandes horizontes, a perseverar na fé nos momentos de dor e saber sofrer sem perder a dignidade, a esperança. Gostaria que todos pudessem encontrar no coração de suas mães e pais um abrigo, uma casa onde possam se refugiar em qualquer momento, em qualquer situação de suas vidas. Não importa o que aconteça, a minha estará sempre de braços abertos para me receber”, diz Gustavo, que também não esquece o carinho que tem pelos seus dois irmãos. “Pensamos diferente, temos gostos e estilos de vida diferentes, mas nos respeitamos e nos amamos. A experiência de uma relação tão bonita com eles me ajudou muito a ir modulando a relação com as outras pessoas que pouco a pouco fui convivendo”.

 

A vida em Roma e o futuro 

Gustavo, que por um ano morou na Colômbia, um mês na Venezuela, dois anos nos Estados Unidos, dois meses na Espanha e três anos em Roma, em agosto de 2016 novamente voltou para a capital da Itália, onde está fazendo mestrado em Filosofia, por dois anos, para depois iniciar a faculdade de Teologia. Em Roma, durante a semana, Gustavo tem aulas na universidade e tempo de estudo pessoal, mas as horas também são divididas em atividades e responsabilidades. “A nossa casa é para todos os religiosos da congregação que estão estudando Filosofia e Teologia. Somos mais ou menos 290 religiosos vivendo juntos e com isso temos que ter tudo bem organizado, ordenado, cada um possui suas responsabilidades. Cada um tem que aprender a se organizar, fazer escolhas, ser responsável com seus estudos. Além dos estudos e responsabilidades, faço esporte, organizamos um joguinho de futebol, um passeio, uma visita à cidade, de vez em quando sai um churrasquinho, para matar a saudade da casa da mãe. Ajudo em uma paróquia para abençoar os lares, fazer missões. Cantamos músicas nas praças com os turistas e lhes convidamos para rezar, confessarem-se, pregarem suas intenções em uma cruz que depois levamos para o seminário para rezar por elas”, descreve.

A missão de Gustavo em Roma ainda terá mais cinco anos, onde em dezembro de 2021, o jovem legionário será ordenado sacerdote. “Sou realizado com a minha escolha. Confiado na graça, misericórdia e amor a Deus, faria ela novamente”, finaliza.

 

Suseli Cristo

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