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Ser mãe

Quando falamos em maternidade, inevitavelmente nos lembramos do órgão do corpo humano que gesta e nos acolhe até o nascimento: o útero. E foram poucos os órgãos que receberam tantas designações, quer na medicina quanto no linguajar popular, do que o útero. Os gregos dedicados às artes médicas falavam em métra, hystéra e delphys, merecendo destaque “métra” (do indo-europeu mater, mãe, fonte e origem da vida. Ainda, órgão onde se forma um novo ser). Do grego também surge o termo “doula” (a que serve) em referência a uma mulher mais experiente que acompanha a parturiente durante o parto. A notícia é que esse costume comum, do tempo de nossas avós, está voltando na medida em que cada vez mais mulheres optam por terem seus filhos nos chamados “partos humanizados”, com uso de pouca medicação e recorrendo à cirurgia em último caso. Retrocesso? O assunto é controverso, mas certamente não existe certo ou errado nessa decisão, desde que a mesma não envolva riscos para a mãe e o bebê. À mercê do tipo de parto escolhido, a relação de afeto da mãe com o filho inicia quando a mulher se descobre grávida e, embora muitas sejam pegas de surpresa, a ideia é que a notícia traga felicidade. Porém, não são poucas as rejeições, o que futuramente desencadeia numa série de traumas e relações desastrosas na seara familiar. A verdade é que a maternidade tem que ser levada mais a sério, pois ser mãe está longe de se comparar a brincar com bonecas. Essa reflexão surge no mês em que dedicamos nossa homenagem às mães, sem dúvida seres abençoados por nos trazerem à vida, mas mães também possuem defeitos como qualquer mortal. Assim, é cabível que junto com os tributos dedicados ao “Dia das Mães”, também ocorra uma meditação sobre o papel materno que só se extingue com a morte. O desvelo materno em passar noites em claro atendendo o recém-nascido ou o filho doente, ir a reuniões e apresentações na escola e prover o filho de alimentação e bons tratos é o mínimo que se espera de uma mãe. Evidente que o papel paterno é fundamental na ajuda dessas ações, assim como mínimas condições de subsistência no contexto social. Contudo, muitas mulheres fazem dessas práticas seu hino de exaltação, quando a diferença está no grau de amor incondicional, perdão e tolerância que devemos ter com nossos filhos. O zelo está em ensinar bons princípios, em aceitar os filhos como são e na preocupação se são felizes. O fator de dedicar TEMPO, também é relevante, pois as babás eletrônicas avançaram... Da TV às mídias sociais e junto trouxeram uma infinidade de possibilidades que merecem atenção dos pais como forma de proteger o filho do excesso de informações banalizadas. Ser mãe é muito mais do que ser multitarefas. Há de se ter prazer em ser mãe, para não ter que escutar frases do tipo “Eu não pedi para nascer” – tema de letra de música, de poema e de repúdio de filhos quando magoados com seus progenitores e, normalmente surge na boca de quem se sente preterido ou rejeitado, salvo exceções de eternos descontentes com a vida. Que nesse Dia das Mães possamos receber todo carinho em forma de beijos, de abraços apertados, de flores, de bombons e presentes, mas que junto venha a reflexão do nosso papel materno e das responsabilidades que dele advém. E já que não existe efeméride enaltecendo o Dia do Filho, que possamos ter a generosidade em congratular nossos filhos nessa data e, quem sabe, até presenteá-los, pois sem eles não poderíamos ser chamadas por essa palavra tão linda que é MÃE. Obrigada Bruno, Márcia e Fernanda por existirem e me amarem nas qualidades e defeitos que tenho.

Bons Ventos! Namastê.

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