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» Gestão e Negocio | Marcelo Blume

Mundo 4.0

No ano passado escrevi um pouco sobre o movimento tecnológico que avança rapidamente chamado indústria 4.0 ou Manufatura Avançada ou ainda 4ª Revolução Industrial. A convergência entre as tecnologias da operação e da informação aumenta e se alastra por todas as cadeias produtivas. A velocidade com que a indústria 4.0 tende a se disseminar em todas as cadeias produtivas, provocando o aumento da conexão e interação entre insumos, consumidores, mercado e tecnologias permite dizer que caminhamos para um verdadeiro mundo 4.0.

Na indústria inteligente as máquinas, os insumos, o varejo e os mercados “dialogam”, trocando dados ao longo das operações e transações e este conceito ultrapassa a fabricação, iniciando na concepção e no desenvolvimento de novos produtos, alcançando o pós-vendas e o relacionamento com o cliente. A indústria 4.0 vem promovendo um encurtamento dos prazos de lançamento de novos produtos no mercado, maior flexibilidade nas linhas de produção e mais eficiência no uso de recursos naturais e energia.

A customização em massa era algo sonhado pelos profissionais de marketing no passado, quando viam a indústria tendo dificuldades para atender as diferentes necessidades dos consumidores. Hoje vemos a criação de novos modelos de negócios com base nas demandas reais de diferentes tipos de clientes. Logo veremos cada vez mais empresas podendo fabricar em tempo real boa parte do que o consumidor demanda, reduzindo em muito a necessidade de estoques e o tempo de adaptação de máquinas e procedimentos. Serão modelos cada vez mais automatizados de produção que permitirão gerar tamanha flexibilização na produção.

A fábrica mais moderna do grupo Fiat Crysler Automobiles (FCA) foi finalizada em Goiânia (GO), em 2015, e tem capacidade para fabricar 250 mil carros por ano, através de uma gestão integrada que reúne digitalização, conectividade e realidade virtual, permitindo agilidade e flexibilização, atuando em tempo real com dados de produto e processo, permitindo fabricar até quatro modelos diferentes de veículos, com apoio de 604 robôs em funcionamento e conectados. A Basf multinacional do setor químico investe em aplicativos inteligentes para dentro das fábricas, reduzindo desperdícios de matérias-primas, enquanto oferece para o agricultor aplicativos que permitem identificar com base em análise de dados, o momento de maior vulnerabilidade de cada cultura para realizar as aplicações de defensivos com mais economia, eficiência e responsabilidade ambiental.

Sabemos que o Brasil precisa resolver grandes desafios de infraestrutura e conectividade (redes banda larga e móveis), além de identificar instrumentos de melhoria da política industrial que viabilizem o desenvolvimento do país. Mais do que isso, temos que nos preparar, pois a indústria 4.0 mudará o mundo que conhecemos para um mundo com menos emprego, mas com mais trabalho, um mundo com mais trabalho inteligente e menos trabalho braçal e insalubre, com menos profissionais “chão de fábrica” e mais pessoal técnico especializado.

A regulamentação ambiental, trabalhista e tributária, assim como a competição impulsionam as empresas para acelerar a entrada na indústria 4.0. Neste momento, a adaptação mais difícil é para as grandes empresas, pois as novas empresas têm menos comprometimento com operações específicas e infraestrutura. A aproximação das empresas com instituições de ensino com prática e capacidade de pesquisa é um caminho que se mostra cada vez mais bem sucedido em várias partes do mundo.

Um mundo 4.0 ainda é muito incipiente, mas podemos dizer que terá um consumo muito mais consciente, com uma produção adequada e sem desperdícios, muito mais sustentável, mais cooperativo, mais inteligente com menos acidentes e doenças do trabalho, com mais respeito e valor à qualidade de vida no trabalho e do trabalhador.

Um abraço e até a semana que vem!

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