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“Ser policial é uma decisão de coragem”

(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

O desejo de querer zelar pela segurança das pessoas fez com que uma menina sonhadora da cidade de Caiçara, logo que completasse seus 18 anos, tomasse a decisão de ingressar na Brigada Militar, então veio o concurso e a aprovação. De lá para cá, já faz mais de uma década que Graciela Michelotti Dall Ongaro, 34 anos, se dedica à nobre profissão. “Nos dias de hoje, com toda a criminalidade, tempos de crise e dificuldades sociais, ser policial é uma decisão de coragem, eu diria que é muito mais que decisão, é uma vocação”, destaca a profissional, que também é bacharel em Direito, pela URI/FW, bacharel em Ciências Militares pela Academia de Polícia Militar de Porto Alegre, pós-graduada em Direito Ambiental e, atualmente, mestranda do Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna (ISCPSI), em Lisboa/Portugal.

 

A profissão

Graciela ingressou no Curso Básico de Formação Policial Militar, cargo de soldado, em 2003, no 3º Regimento de Polícia Montada de Passo Fundo, onde trabalhou até 2006. Naquele ano, com o objetivo de terminar a faculdade de Direito, retornou a FW, atuando por seis anos no Grupo de Polícia Ambiental. Em 2012, mudou-se para Porto Alegre, para frequentar a Academia de Polícia (Acadepol), como Inspetora da Polícia Civil, cargo este que após a formação na Acadepol exerceu por 47 dias. Ainda em 2012, após aprovação no concurso de capitã da BM, ingressou na APM Porto Alegre, como aluna-oficial, formando-se em novembro de 2014. “O concurso é disputado, tanto pelos militares da própria BM, como por pessoas civis, e exige aprovação em cinco fases. É um período de muita dedicação e tensão, mas quando é para a gente, acaba tudo dando certo”, conta a capitã.

Mas a trajetória não parou por aí e, ainda em 2014, Graciela apresentou-se no 23º BPM, em Santa Cruz do Sul, atuando no comando do policiamento em grandes eventos. Em 2016, voltou para a região de Passo Fundo, como oficial do 3º Batalhão de Operações Especiais. Ao retornar de Porto Alegre, desde outubro de 2016, ela faz parte do quadro de oficiais da Brigada Militar de Passo Fundo, sendo a capitã do 3º Regimento de Polícia Montada – Coronel Pellegrino. “Essa unidade está sendo um privilégio servir, e fechar o ciclo, pois foi o quartel em que iniciei como soldado”, frisa, lembrando que hoje ela é comandante do 2º Esquadrão de Policiamento, o qual é responsável pelo atendimento de ocorrências dos chamados ao 190 e atuação nos Núcleos de Polícia Comunitária, com ações preventivas e operações nas áreas vulneráveis de Passo Fundo.

 

A família

A filha do alfaiate Roque Dall Ongaro e da diarista Alvina Michelotti carrega consigo os ensinamentos que os pais sempre passaram e o carinho e apoio à profissão escolhida por ela. “Eles me deram um patrimônio de valores que levo para toda a vida. Honestidade, batalhar por uma vida melhor, não ter vergonha de uma vida simples, porque era a que melhor podiam nos dar e conquistada pelo trabalho, me fazem ter a certeza de que eu não poderia ter uma família melhor. Sempre recebi o apoio necessário para as minhas escolhas. Meus pais e meu irmão Graciano são as minhas riquezas, o meu porto seguro”, relata a capitã.   

 

Projetos futuros

A capitã Michelotti tem dois grandes projetos a curto prazo. No último dia 19 de abril, após a aprovação em cinco etapas, ela foi selecionada a frequentar o Curso de Especialização de Operadores de Choque – Nível Multiplicador. “Com este curso, busco a especialização na doutrina de Controle de Distúrbios Civis, para atuação em situações como reintegração de posse, revistas e controle de tumultos de presídios, atuação em manifestações populares, entre outras. São 50 dias de curso, onde o oficial é treinado ao extremo, principalmente para atuar em situações de estresse, a fim de proteger vidas”, relata.

Outra meta é defender a dissertação do mestrado em Portugal, em 2018, e aproveitar para conhecer mais um pouco da cultura europeia, sistema policial estrangeiro, buscando troca de experiências profissionais e cultural. “A minha profissão sempre está exigindo treinamento, é puxado, mas vale muito a pena. Então gostaria de dizer às pessoas que nunca se esqueçam que estes profissionais, com muito esforço, dedicação e comprometimento com sua missão, abdicam de horas do seu próprio convívio familiar para cuidar da segurança das suas famílias. Para aqueles que almejam ser policiais, tenham em mente que gostar do que se faz é pouco, é preciso amar o que se faz. Aos que estudam para concursos, digo o que o saudoso professor-doutor Valdomiro Pinheiro dizia em suas aulas sobre o assunto: ‘somente aqueles que não desistirem é que conseguirão’”, finaliza. 

 

Suseli Cristo

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