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“Procuro ser exemplo em tudo o que faço”

(Foto: Letícia Sangaletti/Divulgação)
(Foto: Letícia Sangaletti/Divulgação)

Se ser mãe é mudar a sua vida, seu tempo, dar todo o seu coração, seu amor para levar os filhos adiante e ensiná-los a viver, então pode-se dizer que a assistente social Cleci de Souza Candaten, 48 anos, é uma dessas mulheres-mães, ou melhor, ela é uma supermãe. E para quem conhece essa palmitinhense, sabe bem de como ela teve que enfrentar as barreiras da vida e dar a volta por cima para seguir firme ao lado dos filhos.

Tudo começou a mudar em 21 de março de 2006, quando o destino quis dar um novo rumo à vida e lar da família Candaten. Em um trágico acidente, Cleci perdeu o seu companheiro Cleo, que há 17 anos estava ao seu lado e lhe deu as coisas mais preciosas, os seus dois filhos – Renan, 26 anos, e Romário, 22 anos. “Sabe quando alguém é o esteio principal da casa e de uma hora para outra cai e tudo desaba? Foi assim que aconteceu comigo. Nesse dia eu estava em Passo Fundo, tinha ido buscar minha carteira de técnica de enfermagem. Voltei de ônibus até Osvaldo Cruz e estava esperando o Cleo me buscar, pois de noite tínhamos aula, mas ele não veio, porque o destino quis assim”, conta.

Mas Cleci precisou arrumar forças para reconstruir a vida ao lado dos filhos. “Não tinha outro jeito, ou eu me reerguia ou tudo ia abaixo, tudo o que nós levamos anos para construir, nossa família. Éramos um casal que ajudava em tudo e a todos. Fomos cursilhistas, tios do CLJ, integramos a diretoria da igreja, a patronagem do CTG. Revoltei-me contra Deus e pedia por quê? Mas foi Ele, Deus, que me ajudou a ter forças, recomeçar tudo e apreender a fazer o que então era somente o Cleo que fazia”, relembra.

 

Era preciso continuar

Em 2006, Cleci tinha iniciado a faculdade de Serviço Social, fazia uns 40 dias de aula quando tudo aconteceu, então trancou o semestre e voltou no seguinte, pois como ela diz, precisava fazer por ela e pelos filhos. “Tudo foi como um sopro. Não tinha condições psicológicas de estudar, mas voltei, pois precisava por mim e pelos meus filhos. Eu tinha que mostrar para eles que precisamos continuar mesmo nas situações difíceis. No começo foi muito complicado, pois o Cleo era também meu companheiro de viagem para a aula, ele cursava Administração, sentávamos sempre juntos no ônibus e um incentivava o outro para seguir na busca por mais conhecimento”, conta Cleci, que mesmo com todas as dificuldades impostas se formou em janeiro de 2011.

 

Os filhos

Cleci e Cleo sempre foram muito unidos e a família esteve em primeiro lugar. Para seguir com a educação dos meninos, sem a presença do pai, ela deu continuidade ao que ele mais zelava. “Busquei seguir os valores e a educação que eu e Cleo tínhamos como casal, e dei seguimento ao que sabia que para ele era o certo. Muitas vezes me privei de coisas pessoais para proporcionar a eles uma boa educação e servir de exemplo de conduta dentro de casa e na sociedade. Eu fiz de tudo para me manter como uma mulher forte e com força, incentivando-os a continuar no CTG, no futebol, no CLJ”, destaca Cleci.

Apesar de todos os porquês, Cleci nunca ocupou o lugar de pai, e sim foi mãe além do que coube. “Nunca vou substituir o pai que meus filhos tiveram. Essa falta vai estar sempre em nós, sem preenchimento, vamos guardar os momentos bons e deixar esse espaço vago que ficou em cada um de nós. Meus filhos são tudo para mim. São a força, a vontade de vencer, de trabalhar, de conseguir as coisas, de viver. Tudo o que eu fiz até hoje foi em função da felicidade deles, e continuo fazendo”, frisa.

 

Planos futuros

Depois de ver os dois filhos colocados, formados e realizados, Cleci quer viajar mais, conhecer novos lugares. “Ver meus filhos bem, ser pessoas de boa conduta, queridos por todos, com muitos amigos, é gratificante por tudo que eu passei. Ver o Renan já formado em Administração e o Romário cursando Medicina Veterinária me faz ser a mãe mais orgulhosa desse mundo. Não me arrependo ou penso que perdi anos, sem sair, sem me divertir, pois valeu tudo a pena, por ver os homens que eles se transformaram. Essa privação não me fez mal, pois quando olho para eles, e vejo as pessoas que eles são e o respeito que eles têm por mim, sei que é pelo exemplo que tiveram e que pude dar. Eles estão e estarão sempre em primeiro lugar”, finaliza.

 

 

Suseli Cristo

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