O Governo Federal publicou na noite desta segunda-feira, 24, uma medida provisória que abre um crédito extra de R$ 4,1 bilhões para assegurar as contratações de crédito do Plano Safra de 2024/2025 com o apoio do executivo. A decisão ocorre após a suspensão de parte dos novos financiamentos devido ao fato de que o Orçamento da União de 2025 não ter sido aprovado pelo Congresso Nacional por falta de recursos para custear a equalização das taxas de juros.
Com a publicação da Medida Provisória, o governo espera normalizar a liberação de financiamentos na semana que vem, evitando um impacto maior sobre os produtores rurais. O governo ainda desta a urgência da MP, diante da possibilidade de influência na produção de alimentos, além do risco à segurança alimentar.
Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Frederico Westphalen (STR-FW), Amarildo Manfio, as expectativas para o Plano Safra de 2025 são de melhoras. Em contrapartida, o Secretário destaca a preocupação com as elevações nas taxas de juros. “O Governo precisa fomentar o agricultor para que se continue produzindo o alimento, e elevando a taxa de juros, complica a questão”, completa Manfio.
Ivonei Librelotto, presidente do Sindicato Rural de Palmeira das Missões (SR-PM), define o atual Plano Safra como sendo uma “colcha de retalhos”. Librelotto diz que as maiores preocupações do setor é a limitação de crédito dos produtores rurais a partir do alto nível de endividamento por não conseguirem acessar os seguros de linhas como o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e o Programa de Garantia de Atividade Agropecuária (Proagro).
O Presidente do SR-PM ainda fala da mobilização do setor agrícola devido aos últimos fenômenos climáticos que ocorreram no estado e atingiram a agricultura. Librelotto cita a criação do movimento “SOS Agro” que surgiu recentemente para discutir as demandas do setor.