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Agricultura
Ministério da Agricultura deverá prorrogar quitação de dívidas do setor
Medida surgiu dentro de negociação dos impactos da estiagem, em reunião com a Ocergs
Por: Eduardo Faria
Publicado em: quarta, 26 de março de 2025 às 09:40h
Atualizado em: quarta, 26 de março de 2025 às 09:47h

Após reunião realizada com uma das secretarias do Ministério da Agricultura, em Brasília, cooperativas ligadas à agropecuária do Rio Grande do Sul esperam ansiosamente para o anúncio oficial de suspensão no pagamento de dívidas no setor agrícola. A informação repassada ao grupo do setor tem origem do secretário de Política Agrícola da pasta, Guilherme Campos.

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O encontro, realizado na capital nacional, contou com representantes de cerca de 25 cooperativas e tinha como pauta principal um projeto de educação política para a área, e o tema da quitação de débito, que mobiliza o setor primário estadual, acabou sendo abordado.

Impactos

O setor agrícola alega dificuldades financeiras para conseguir pagar as parcelas devido às perdas e quebra de produção com a estiagem em solo gaúcho. Em entrevista ao videocast da coluna Minuto Varejo, o presidente do Sistema Ocergs, Darci Hartmann, contou que o governo os informou sobre o futuro lançamento da prorrogação dos financiamentos pelo período de seis meses, dando a possibilidade da estruturação do encaminhamento da renegociação de dívidas dos produtores rurais.

O dirigente ainda observa que a medida, cuja confirmação está sendo monitorada pela Ocergs, ocorreria por meio da suspensão de vencimentos futuros, com protelação para prazo posterior, até negociação para encaminhamento de solução para as outras dívidas.

Darci Hartmann encara a alternativa como uma saída temporária, enquanto não se adota uma repactuação ou outro caminho para o estoque geral de dívidas cujo os pagamentos sofrem influência agora ante a condição de redução das receitas associadas à quebra da safra. “Precisamos de tempo para fazer a estruturação. O que não pode acontecer é um produtor que praticamente não colheu nada ter agora vencimento de dívidas e não ter condição de pagar”, declara o presidente da Ocergs.

Fonte: Jornal O Alto Uruguai