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Rejane Bonadimann Minuzzi
Rejane Bonadimann Minuzzi

Professora

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Sentindo e aprendendo com o invisível

**Os textos de colunistas aqui publicados são de sua total responsabilidade e não refletem a opinião do jornal O Alto Uruguai.

Publicado em: 30/05/2020

A pandemia de Covid-19 forçou todo o mundo a utilizar repentinamente ferramentas tecnológicas que estavam sendo disponíveis há muito tempo. Educadores de todas as áreas estão experimentando novas possibilidades de ensinar. São mães, pais, responsáveis e educadores se adaptando a uma nova forma de trabalhar, cuidar dos filhos e ensinar.

Relato que gostar de ler foi o primeiro passo que me levou a realizar o sonho de ser PROFESSORA, dando sentido à escola e aumentando a minha curiosidade e gosto pelo aprendizado. Eu sempre acreditei que a escola me levaria aonde eu quisesse ir e que todas as conquistas da minha vida viriam por meio dos estudos, tanto é que nunca parei de estudar, após minha formação no Magistério me graduei em Educação Física, fiz sete especializações e hoje curso mestrado em Diversidade Cultural e inclusão social pela Feevale. O que me move é poder contribuir para que todos os estudantes brasileiros, com ou sem deficiência, independentemente de origem social e, em muitos casos, apesar dela, possam ter as condições adequadas de desenvolver seu potencial, sendo a sala de aula um dos principais veículos para tanto.

 Vejo que as aulas mediadas pelas tecnologias, abriu-se uma série de discussões acerca de aulas com interatividade, metodologias ativas e atrativas aos estudantes, a pandemia também  demonstra um lado preocupante, a desigualdade social, já que os estudantes, principalmente das periferias e interior, demonstram dificuldades de acompanhar as aulas em todo o país, um problema que deve ser muito discutido pelas políticas públicas...

 A tecnologia é uma aliada ao processo cognitivo, sendo necessário trabalhá-la não como um fim, mas como um processo, que permite interatividade, dinamismo e novas maneiras de conceber a aprendizagem. Tenho uma grande esperança, que todos os alunos e educadores chegarão na escola carregados de empatia, colaboração e, com certeza, irão exercitar as competências socioemocionais, como autocuidado, autogestão e criatividade.

Quero deixar aqui registrado algo que li em um post no Facebook, onde parabenizam as crianças que entenderam que lá fora tem uma doença, ou um bichinho do mal e a maioria ficaram em suas casas sem reclamar e  adaptaram-se a nova realidade com sorriso e bom humor. Realmente as nossas crianças são uns tesouros que nos ensinam todos os dias a privilegiar o que há de mais importante: a saúde, o amor, a família, a harmonia e a alegria de viver.

Concordo com Ana Machado, da Universidade Stanford, na Califórnia, EUA, onde ela diz que “a democracia é plural, divergente e, por vezes, polarizada. Não espero que tenhamos a ilusão de nos despir de nossas opiniões, valores e verdades ao discutirmos sobre quando  e como deveremos retornar às atividades escolares. No entanto, acredito que possamos discordar com respeito e ouvir com atenção as opiniões, não pensando em ganhar, mas em aprender com o outro, fazendo cócegas em nossas certezas e dando asas às nossas dúvidas”.

“Sugiro que abandonemos por um período a necessidade de medir ou impor a nossa opinião”.

Abraços afetuosos!

 

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