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Cesar Riboli
Cesar Riboli

Advogado e professor universitário.

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Brasil e radicalismo político

**Os textos de colunistas aqui publicados são de sua total responsabilidade e não refletem a opinião do jornal O Alto Uruguai.

Publicado em: 27/06/2020

Estamos vivendo tempos no Brasil de radicalismo político. Radicalismo político de direita e radicalismo de esquerda. Radicalismo é uma filosofia de vida, uma doutrina que se utiliza de métodos extremos, de ações revolucionárias, de um modo de agir para assegurar as mudanças sociais pretendidas pelos seus defensores. A origem do termo radicalismo político vem da época da Revolução Francesa, dos eventos que impuseram um rompimento com o regime antigo, autoritário e centralizado que beneficiava a nobreza e o clero da sociedade francesa.

No Brasil, esse radicalismo de direita está sendo utilizado como mecanismo de defesa, de sustentação de um governo que se diz liberal e moralista, que iria combater a corrupção, acabar com a criminalidade e com o “toma lá dá cá” iria recuperar o país dos estragos praticados pelos governos de esquerda, dos estragos do radicalismo de esquerda. Pelo menos no início do governo foi adotado esse discurso.

O radicalismo político de direita é alimentado pelo presidente da República e seus céticos seguidores. Eles se preocupam com os adversários, os visíveis e os imaginários, claro que não são todos os defensores da política de Bolsonaro, me refiro aqui apenas ao grupo de radicais. A sustentação política do radicalismo é alimentada pelo ataque a outro grupo também radical, o de esquerda. Mas o radicalismo de direita, também, se alimenta de outros conflitos, elege como inimigos quem possa contrariar suas convicções, por isso, prega o fim do STF, do Congresso Nacional e do comunismo. Pior de tudo é defender a volta da ditadura militar. Esses radicais, não devem nem saber o que isso significa, o que isso fez de mal ao país.

O radicalismo de esquerda, agora oposição ao regime do governo brasileiro, se alimenta de um discurso social, combate ao capitalismo, o poder econômico, um maior controle estatal, defende um estado intervencionista e dominador, culpa o capital econômico como grande vilão das desigualdades e da exclusão, combate o capital internacional. Para se manter no poder, grupos radicais e defensores desse regime esquerdista, se alimentam e pregam uma constante luta contra um inimigo, visível e imaginário que é a direita radical. Para sobreviver é preciso manter uma alerta ao inimigo. No Brasil, o radicalismo de esquerda perdeu terreno e deve demorar para se estruturar, não resistiu à tentação do poder, negociou seus princípios para se manter no poder e acabou envolvido em um mar de lama, em corrupção. Hoje não tem forças sequer para esboçar um mínimo de reação política de oposição à direita radical.

Então o que dizer do radicalismo de direita e do radicalismo de esquerda? Muito simples, nenhum serve, nenhum é bom. Bem simples assim. Eles agem da mesma forma, se utilizam das mesmas ferramentas, adotam os mesmos mecanismos para defender suas posturas radicais. Pensam que radicais são os outros, que é preciso combatê-los, um discurso de sobrevivência, apenas as ideias são diferentes.

Apesar dos radicalismos de direita e de esquerda, ambos nefastos à convivência das pessoas e ao progresso da humanidade, existe uma melhor corrente, a da convivência harmônica pacífica, do diálogo, do respeito as posições divergentes, aquela que prega a convergência para o melhor para todos, não apenas para minorias radicais, defendem uma visão ideológica que não exclui pelo pensar, pelo ser, que valoriza as pessoas pela sua essência de humanos.       

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