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Marcelo Blume
Marcelo Blume

Administrador, especialista em Marketing e mestre em Engenharia de Produção. Palestrante, pesquisador e escritor, com artigos e quatro livros publicados na área de gestão.

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Ninguém tem certeza

**Os textos de colunistas aqui publicados são de sua total responsabilidade e não refletem a opinião do jornal O Alto Uruguai.

Publicado em: 01/07/2020

Nas duas semanas anteriores escrevi sobre VUCA, relembrando que é uma sigla de quatro expressões em inglês, quais sejam, volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade. Alguns perguntaram: e agora, com a pandemia, qual destas está mais intensa?

Me parece que com todas as decisões governamentais a partir da pandemia e suas consequências tem-se a volatilidade, a incerteza, a complexidade e a ambiguidade intensificadas e ocorrendo ao mesmo tempo sobre as mesmas situações. Quem tem a solução? – me refiro à solução real, não palpite, ou indignação com as decisões e encaminhamentos. Para cada proposição, análise, estudo, pesquisa, há um conjunto de contestações... É a ambiguidade!

Se ninguém está acertando, é porque deve ser difícil mesmo. Tem município que fecha, tem município que abre parcialmente, tem estados que fecham mais, outros menos... E parecem todos inseguros diante da guerra de informações e das incertezas sobre as mudanças na velocidade de contágio... É a incerteza! Hospitais demitindo profissionais da saúde por não terem atividade; municípios desativando os hospitais de campanha que não foram usados; médicos, dentistas, fisioterapeutas, e outros com consultórios vazios, enquanto a TV enfatiza que o sistema de saúde entrará em colapso nos próximos dias.

É uma crise na saúde difícil de entender, junto com uma crise econômica até bem fácil de entender. Crise que já deixou e pode deixar muito mais gente doente pela simples falta do básico. Nas crises de saúde ouviam-se médicos e demais profissionais da saúde, assim como nas crises econômicas, ouviam-se os economistas e profissionais do setor. Nesta crise, no entanto, há fartura de gente “atirando pedras”. Quem falar em salvar, sejam negócios, vidas, empregos ou saúde leva “pedradas”. Agendar data para alguma atividade... pedrada. Alguém sugere “vamos sair da inércia”... lá vem as pedras... Tal lugar ou tal liderança acertou... pedradas; e se falar que errou... o mesmo!

A incerteza só não é maior do que o ímpeto dos que quererem ser protagonistas numa hora imprópria, quando o melhor para eles e para os outros seria ficar um pouco nos bastidores. Para o bem de todos, deveriam deixar o protagonismo do momento para quem gera solução, não mais confusão. Naquilo em que a incerteza é grande não adianta buscar culpados, inimigos, vilões. Se cada um de nós tem incertezas sobre o que é melhor a fazer em nossas casas e empresas, é certo que as lideranças públicas também têm, e ainda mais, agravado pelo emaranhado de legislações e normas que muitas vezes dificulta ações mais assertivas e precisas.

O que penso que devemos fazer? Primeiramente, abaixar as “armas”, largar as “pedras” e colocar foco nas soluções. Na sequência, entendo que temos que sair da inércia! Há tantas oportunidades surgindo, com tantos cenários possíveis, que são muito poucos se apresentando para “encarar”, construir e desenvolver. Este tipo de ação depende muito mais, ou quase que exclusivamente das atitudes das pessoas.

Neste momento precisamos de mais gente com atitude para ajudar a tirar outros da inércia. Mais gente com foco em soluções, que consigam ser mais ouvidos, do que aqueles que trazem problemas dia e noite, um dia após o outro. Precisamos mais gente em condições de mobilizar uma retomada, com novos hábitos, com novas ideias, em condições de conviver com um mundo onde quase tudo é volátil, incerto, complexo e ambíguo.

O “normal” não vai voltar e é por isso que precisamos de gente que consiga viver, conviver, liderar, empreender, trabalhar, mesmo com tantas mudanças ocorrendo ao mesmo tempo, com tanta complexidade e incerteza. Vamos lá?

Um abraço e até a próxima!

 

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