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Antonio Carlos Rossi Keller
Antonio Carlos Rossi Keller

Bispo da Diocese de Frederico Westphalen. Formado em Filosofia e em Teologia, com mestrado em Teologia, pela Pontifícia Faculdade Nossa Senhora da Assunção, de São Paulo, com especialização em Teologia Espiritual e Formação de Seminaristas, pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.

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Vinde a mim...

**Os textos de colunistas aqui publicados são de sua total responsabilidade e não refletem a opinião do jornal O Alto Uruguai.

Publicado em: 04/07/2020

“Vinde a mim todos os que andais cansados e oprimidos e Eu vos aliviarei”. Assim nos diz Nosso Senhor, no Evangelho deste Domingo (Mateus 11,25-30). Muitas vezes andamos tristes e esmagados sob o peso dos nossos problemas. Parece que nem podemos respirar.

Esta opressão vem de diversas fontes:

• Falta-nos a fé. Pensamos e sofremos como se estivéssemos sós e abandonados no mundo, e não contamos com Deus para nada. Pensamos que Ele não pode ou não quer socorrer-nos e aliviar-nos. Nada nos pode acontecer que Ele não permita; e quando o permite, é porque daí poderá resultar um grande bem para nós, se quisermos colaborar com Deus. Só a confiança num Pai que nos ama infinitamente e que está sempre ao nosso lado nos pode dar a segurança e a paz.

• Andamos com pesos inúteis ou falsos. Muitas vezes sofremos porque não estamos interessados na glória de Deus, mas na nossa. E assim, transformamos problemas insignificantes em grandes tragédias que nos roubam a alegria. Procuremos o Senhor onde o podemos encontrar e confiemos-lhe o que nos preocupa. Ficaremos com uma visão renovada dos nossos problemas, aprendendo a encará-los como são, e contaremos com o Senhor para resolver o que não podemos fazê-lo nós. Deixemos de lado os pesos inúteis, as preocupações que são os maiores frutos do orgulho, de querer parecer o que não somos nem temos, do culto da nossa personalidade e figura. Caímos com muita facilidade no faz de conta, e sofremos quando as pessoas se apercebem de que por detrás do que aparentávamos, está a nossa indigência. Quando quisermos tudo e só o que Deus quer, será mais fácil reconquistar a paz e vivermos felizes. Que nos importa o que vão dizer se é Deus quem nos julga? Entreguemos tudo nas mãos do Senhor.

• O passado. Tudo aquilo que nos entristece na vida passada – pecados, faltas de generosidade – entreguemo-lo ao Coração Divino de Jesus. Se for necessário, façamos uma boa confissão de tudo aquilo para o que ainda não buscamos o perdão. Depois, esqueçamos tudo, porque Ele também já o esqueceu. Para que deixarmos que o demônio se aproveite de faltas passadas para nos roubar a alegria? Confiemos no perdão misericordioso do Senhor.

• O presente. Para resolver os nossos problemas, façamos tudo como se a solução só dependesse de nós; depois, confiemos no Senhor, como se tudo só dependesse dele. As preocupações e problemas são outras tantas oportunidades para provar a nossa confiança no Senhor.

• O futuro. Para que havemos de andar preocupados com o futuro que não nos pertence? Entreguemo-lo nas mãos do nosso Deus.

Aprendamos, neste Domingo, a grande lição do amor e da misericórdia que Deus tem para conosco. Somente esta experiência poderá levar-nos a sermos amorosos e misericordiosos para com os demais.

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