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9 - coronavírus
Lana Campanella
Lana Campanella

Professora universitária.

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Coisas de setembro

**Os textos de colunistas aqui publicados são de sua total responsabilidade e não refletem a opinião do jornal O Alto Uruguai.

Publicado em: 14/09/2020

Setembro comunica a quem habita no Hemisfério Sul, que a primavera se aproxima, com seus dias de temperatura amena e campos floridos. Mesmo para quem aprecia os dias frios, a chegada da primavera é um prenúncio de renovação, de abrir a casa e de se ocupar com o jardim. A explicação para o surgimento da primavera, ancorada na mitologia grega, conta que Perséfone (filha de Zeus e Deméter, deusa da agricultura e da fertilidade) foi raptada por Hades (deus do mundo subterrâneo e dos mortos), que lhe ofertou uma romã enfeitiçada, fazendo com que ela se apaixonasse por ele. Deméter, inconformada e saudosa da filha, decidiu que não semearia mais a terra enquanto a filha não voltasse. Com medo que o mundo sucumbisse por falta de alimentos, Zeus combinou que Perséfone ficaria seis meses com a mãe (primavera/verão) e os outros seis meses com o marido Hades (outono/inverno), quando a terra esfria e o verde desaparece. Das coisas de setembro e suas efemérides, houve fatos que marcaram a humanidade como o início da Segunda Guerra Mundial (1939), considerado o confronto mais caro e com mais perdas em toda a história e que dizimou dezenas de milhões de vítimas. No mês dedicado à Bíblia e em que celebramos São Cosme e Damião, nasceram a atriz e ativista francesa Brigitte Bardot; o pai da biogeografia Friedrich Alexander von Humboldt; o cantor e compositor gaúcho Lupicínio Rodrigues e a atriz italiana Sophia Loren. Também, foi em um setembro que morreram o filósofo austro-britânico Karl Popper; o pai da psicanálise Sigmund Freud; o compositor austríaco Strauss e o escravo Manuel Congo, líder da maior rebelião de escravos do Vale do Paraíba. Setembro inaugura seus dias com a comemoração do Dia Internacional da Mulher Indígena, inspirada na índia guerreira aimará Bartolina Sisa, que comandou, junto com o marido Túpac Katari, uma rebelião contra os dominadores espanhóis no Alto Peru (1781). O 7 de setembro tem seu lugar de destaque nas efemérides do mês, celebrando o amor à pátria e, que essa pátria, seja inclusiva, compreendendo e respeitando legados ancestrais e a sabedoria de todos os povos que habitam nela. Para o setembro de 2020, fazemos coro que junto com o desabrochar das flores tenhamos a cura para pandemia que nos assola. Que a magia da primavera pulverize esperança em nossos corações e a certeza que em futuro breve voltaremos a nos abraçar!

 

Bons Ventos! Namastê.

 

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