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Cesar Riboli
Cesar Riboli

Advogado e professor universitário.

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Auxílio emergencial

**Os textos de colunistas aqui publicados são de sua total responsabilidade e não refletem a opinião do jornal O Alto Uruguai.

Publicado em: 16/09/2020

Podemos ser críticos do governo de Jair Bolsonaro e temos muitos motivos plausíveis para isso. Já escrevi nesse espaço algumas colunas criticando a falta de política pública em saúde e em educação. Podemos incluir ainda a questão ambiental e o descaso do governo, que tem levado a muitas críticas e prejuízos econômicos ao país no âmbito de exportações e, ainda, tantas outras. Contudo, em relação à política pública de assistência aos desempregados e as pessoas atingidas pela pandemia da Covid-19, é preciso ser feito um reconhecimento pelas medidas adotadas até agora.

Parece soar engraçado, se de um lado, temos um presidente que não atua como deveria em relação as questões de saúde relacionadas a pandemia, pois lhe falta o senso de estadista, de humildade para reconhecer o conhecimento dos especialistas na área de saúde pública, em especial para adotar medias e um discurso unificado nacionalmente em proteção da população brasileira, por outro lado, tenha a capacidade de implementar um programa de auxílio emergencial digno de elogios.

O auxílio emergencial é um programa que concede um benefício financeiro por parte do governo federal, o qual é destinado aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais, autônomos e desempregados, e tem por finalidade fornecer proteção emergencial no período de enfrentamento à crise causada pela pandemia do coronavírus.

O benefício financeiro concedido foi no valor de R$ 600, pago por três meses, para até duas pessoas da mesma família. Já para as famílias em que a mulher seja a única responsável pelas despesas da casa, o valor pago mensalmente é no valor de R$ 1.200,00. As pessoas que integram o Cadastro Único e que atendem as regras do programa receberam sem precisar se cadastrar no site da CAIXA. Há, ainda, a possibilidade de quem recebe Bolsa Família em optar por receber o auxílio emergencial, desde que esse lhe seja mais vantajoso. Apesar de problemas cadastrais, os valores chegaram e estão chegando às pessoas.

O presidente Bolsonaro, percebendo os dividendos políticos do auxílio emergencial, prorrogou em mais quatro parcelas de R$ 300, a serem pagas até o fim desse ano de 2020. Uma decisão política, mas muito importante e acertada. Até porque, dividendos políticos é peculiar da política de governo, não se trata apenas de ação do governo Bolsonaro, todos fazem.

Claro que o país espera muito mais do nosso presidente, ele poderia agir da mesma forma com que agiu com o auxílio emergencial nas políticas de educação, saúde e meio ambiente, além de adotar uma postura de discurso mais condizente com cargo que a maioria dos brasileiros lhe confiou.

 

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