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Lana Campanella
Lana Campanella

Professora universitária.

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Setembro Amarelo

**Os textos de colunistas aqui publicados são de sua total responsabilidade e não refletem a opinião do jornal O Alto Uruguai.

Publicado em: 19/09/2020

Setembro chega vestindo amarelo como forma de conscientizar a sociedade na prevenção contra o suicídio. Associar cores a meses tem sido uma forma de alertar as pessoas sobre alguma causa, estimulando a conscientização e a solidariedade. Entretanto, cuidados e prevenção de quaisquer naturezas devem ser discutidos o ano inteiro, como o evocado em setembro, sobre o suicídio. A origem do Setembro Amarelo surgiu em 1994, com a morte de um jovem americano, cujo os amigos no seu funeral tiveram a ideia de montar cestas com cartões e fitas amarelas com a mensagem: “Se precisar, peça ajuda”. A partir de então, a fita amarela passou a ser símbolo de movimentos e campanhas na prevenção contra o suicídio e, em 2003, a Organização Mundial da Saúde (OMS) instituiu o dia 10 de setembro para ser o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio.

Os dados da morte por suicídio, entre 2007 e 2016, chegaram a 106.374 óbitos de acordo com dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) por suicídio. Em pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, nos últimos 12 anos, foi detectado que dos 470.913 registros de intoxicação exógena, 46,7% (220.045) foram devido à tentativa de suicídio, sendo que as mulheres representam quase 70% (153.745) do total. (http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/suicidio). A ideia de suicídio pode afetar qualquer indivíduo, embora possa se acentuar por discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, com a perda de emprego, por conflitos familiares, por doenças crônicas/dolorosas/capacitantes, por agressões físicas e psicológicas, ou pela perda de um ente querido, entre outros fatores.

Falar sobre suicídio não deve ser tabu, tampouco alvo de preconceito quem está passando por esse momento de extrema fragilidade. A escuta ativa e solidária é o primeiro passo quando percebemos que algo não está bem com alguém. É o escutar sem juízo, acolhendo sem críticas e oferecendo informações sobre ajuda profissional. O Centro de Valorização da Vida (CVV) trabalha para promover o bem-estar das pessoas e prevenir o suicídio, realizando apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo 24 horas por dia de forma voluntária, gratuita e sigilosa quem precisa conversar, pelo número 188 (ligação gratuita a partir de qualquer linha telefônica fixa ou celular), chat ou e-mail (www.cvv.org.br). Se precisar de ajuda, não se cale! Procure alguém de sua confiança e/ou ajuda profissional. Se identificar alguém que esteja em sofrimento, ajude! Não deixe que sua última tentativa de contato com o mundo seja o suicídio.

Bons Ventos! Namastê.

 

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