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09 - Consulta Popular
Elisabete Cerutti
Elisabete Cerutti

Doutora em Educação e diretora-acadêmica da URI/FW

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O que o resultado nos Ideb nos diz...

**Os textos de colunistas aqui publicados são de sua total responsabilidade e não refletem a opinião do jornal O Alto Uruguai.

Publicado em: 19/09/2020

Causa sempre uma série de reflexões o que isso evoca para as instituições e para os professores, que são os corresponsáveis por esses resultados. Existe, sim, uma gestão compartilhada desses resultados, uma vez que o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que é considerado uma ferramenta para acompanhamento das metas de qualidade para a educação básica, precisa ser visto como ponto de inserção de política pública. Afinal, o resultado não depende somente do trabalho do professor.

Com o olhar para o conhecimento dos alunos em Português e em Matemática, o resultado do Ideb aponta como destaque os Estados do Ceará, Espírito Santo, Goiás e Pernambuco. Para que esses índices apresentassem dados qualitativos, há questões que chamam a atenção nestes Estados: houve expansão do ensino integral, nos currículos das escolas, há conteúdos relacionados à educação emocional, os diretores das escolas são definidos por processo de seleção e não por indicação, existe maior integração entre as políticas públicas e os projetos para o ensino fundamental e médio, e investimentos em infraestrutura.

Só por esses itens já teríamos muito a discutir, uma vez que todos esses elementos constituem focos de abordagem qualitativa quando o assunto é educação. Se um desses itens faltar, de alguma maneira, os demais sofrerão influência.

Chama atenção que há temáticas que durante a pandemia ganham evidência, como a questão da educação emocional. Hoje, todos sentimos o que significa não ter a escola e o professor para ensinar. A intimidade da família não necessariamente fará o papel do ensino com o conjunto que se requer os processos profissionais que são abarcados pela teoria do conhecimento que todo o professor construiu em sua formação.

Podemos destacar que o Ideb, em nosso Estado, passou de 3,7, em 2017, para 4,2, em 2019. Conforme a meta estabelecida para cada avaliação, está consideravelmente abaixo, que era de 5,3. Novamente, as questões históricas da educação precisam ser debatidas e reinseridas com o valor que lhes é de direito. O Ideb nos proporciona pensar sobre como as famílias estimulam seus filhos a estudar, a ler, escrever e pensar? Como as escolas estão sendo cuidadas, ouvidas e repensadas? Qual o valor social que a educação precisa ter para ser, de fato, instituída como a transformadora do desenvolvimento crítico e profissional dos seus espaços?

Fica a tarefa por ser feita para todos nós, que ajudamos a contribuir para esses resultados que temos e a lutar por resultados melhores.

 

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