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9 - coronavírus
Lana Campanella
Lana Campanella

Professora universitária.

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Palavras despercebidas

**Os textos de colunistas aqui publicados são de sua total responsabilidade e não refletem a opinião do jornal O Alto Uruguai.

Publicado em: 17/10/2020

Diariamente, emitimos várias mensagens ao mundo, desde que acordamos até o findar do dia. Na maioria das vezes, não percebemos o que expressamos e nossa comunicação dá-se no automático, quer seja por SMS, por WhatsApp, por e-mail, redes sociais, ao telefone ou pessoalmente. Assim como não percebemos o que falamos, às vezes também não sentimos o que nos é repassado, seja pela pressa do cotidiano, por ignorar o emissor ou por costume. Por isso há tantos “ruídos na comunicação”, que podem transformar a vida pessoal e organizacional em um embate sem fim e aumentar a clientela em consultórios de psicologia. Na Teoria da Comunicação, temos cinco axiomas, sendo que o primeiro assevera que “não se pode não comunicar”, ou seja, todo comportamento humano tem um valor de mensagem, quer seja pelo verbo ou por meio de gestos, logo, o homem está sempre se comunicando e interagindo com o meio. Há inúmeras motivações para que existam comunicações tímidas e reservadas (pode ser temor em expor suas ideias e dificuldade em não ser aprovado), assim como descaso com mensagens recebidas (rancor, mágoa, não valorização do emissor, entre outros).

Então, o que fazer para melhorar nossa comunicação e, consequentemente, a qualidade de vida em nossas relações pessoais e de trabalho?

- A começar, prestar atenção nas palavras proferidas e recebidas.

- Entender o porquê de nossa rispidez, afeto ou descaso.

- Tentar resolver nossos humores, para aqueles “de lua”.

- Verificar a quantas anda o nosso repertório e se está sendo utilizado de maneira adequada.

- Perceber o que está por trás das palavras.

- Colocar intenção nas mensagens, no intuito de provocar alguma reação.

- Não economizar palavras quando se tem coisas boas para expressar.

- Ser pontual e humano se tiver que comunicar coisas desagradáveis.

- Por fim, se importar com o feedback (o retorno) de nossas mensagens.

Atentar aos itens listados pode até parecer o óbvio ululante, mas se o fosse, não haveria tantos desgastes entre casais, patrões e subordinados, nas relações familiares em geral e entre colaboradores em uma organização. Embora a área da comunicação e da psicologia responda à solução desses conflitos, cabe a cada um fazer a sua parte para que tenhamos uma boa comunicação e, principalmente, que nos remeta a algo satisfatório. Pois, o que asseveramos, explicamos, comunicamos, denunciamos ou decretamos – à mercê do teor das palavras –, revela quem somos, nossa personalidade e que mensagem desejamos transmitir. Assim, passamos a ser conhecidos pela forma como impingimos o verbo, que pode ser doce apesar de teores amargos e mais vivaz, quando existe bons sentimentos a comunicar. Acredito na força do verbo e não me avexo em me fazer poeta ao escrever minhas declarações. Contudo, as melhores mensagens são aquelas providas de cumplicidade, cujo repertório só é entendido a dois. Aquelas subliminares, desveladas nas entrelinhas e que causam inveja em quem não se permite expressar o verbo ou viver um amor.

Bons Ventos! Namastê!



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