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Marcio Bariviera
Marcio Bariviera

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Falta de identidade

**Os textos de colunistas aqui publicados são de sua total responsabilidade e não refletem a opinião do jornal O Alto Uruguai.

Publicado em: 17/10/2020

Todo dia muda alguma coisa no mundo. Na nossa correria muitas vezes não conseguimos acompanhar o que está acontecendo, mas indiscutivelmente todo dia alguma coisa muda. Seja na medicina, na tecnologia, no esporte, enfim.

E se muda diariamente, o que dizer de trinta e poucos anos para trás? Faríamos umas cinquenta edições do jornal somente para debater tais mudanças durante todo esse tempo. Falemos da Seleção Brasileira, por exemplo. O pessoal das antigas vai entender perfeitamente o meu raciocínio. Vamos lá.

Você lembra como era gostoso acompanhar a Seleção? Os mais novos – que junto com o próprio pessoal das antigas – não andam dando tanta bola hoje em dia, mas naquela época era prazeroso. Hoje a turma da amarelinha está em quinto, talvez sexto plano. Ou mais pra frente.

Futebol nunca deixou de ser um comércio, mas, lá atrás, havia mais cumplicidade, mais afeto, mais calor. Hoje a coisa anda fria, quanto você me paga?, assina aqui e vamos forrar a cartucheira, coisas assim...

Voltando à Seleção, nessa semana tivemos dois jogos pelas Eliminatórias e pouca atenção foi dada por parte do torcedor. Cadê a Libertadores, que parou por causa disso? Pois é, o pessoal mais reclama do que curte.

Talvez um dos principais motivos seja exatamente o comércio escancarado que virou a coisa toda. Por exemplo, hoje a CBF vende “tours” pelo mundo e a Seleção vai fazer amistosos em Londres, nos Emirados Árabes, no Japão... Está faltando identidade para a Seleção junto ao seu torcedor. A cumplicidade citada acima.

Antigamente, os amistosos eram aqui, a turma lotava os estádios para ver os jogos. E mais: os jogadores, em sua maioria, atuavam nos nossos clubes, partiam mais tarde para jogar no exterior. Agora tudo é lá, praticamente todos os jogadores, praticamente todos os jogos. Joga-se eliminatórias aqui por obrigação. Se bobear inventam de jogar por lá, também, aí pode abandonar de vez.

Mais saudosismo ainda: naquela boa época as referências eram Zico, Sócrates, Falcão, Careca. Hoje nosso craque é um jogador contestado pelo extracampo quase que diariamente. Não tem como se apegar a um time onde a maior referência técnica não seja exemplo para o teu filho.

Como comentei lá em cima, todo dia muda alguma coisa no mundo. Fica a minha torcida para que uma das mudanças seja a volta da identidade da Seleção para com o seu torcedor. Ainda há tempo. Lógico, desde que o comércio não fique em primeiro lugar, o que, convenhamos, será difícil de evitar.

 

 

 

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