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Antonio Carlos Rossi Keller
Antonio Carlos Rossi Keller

Bispo da Diocese de Frederico Westphalen. Formado em Filosofia e em Teologia, com mestrado em Teologia, pela Pontifícia Faculdade Nossa Senhora da Assunção, de São Paulo, com especialização em Teologia Espiritual e Formação de Seminaristas, pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.

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A aparição do Senhor Ressuscitado

**Os textos de colunistas aqui publicados são de sua total responsabilidade e não refletem a opinião do jornal O Alto Uruguai.

Publicado em: 08/04/2021

Neste 2o Domingo da Páscoa, o Evangelho nos apresenta duas aparições de Jesus Ressuscitado para os discípulos. Isto acontece sempre em um domingo, o dia do Senhor, o dia da Ressurreição. Nosso Senhor traz consigo os sinais de sua Paixão, as chagas e transmite a seus discípulos o seu Espírito, neste caso os dons pascais: a paz, a reconciliação, a confirmação na fé.

O Senhor continua a oferecer estes e tantos outros dons pascais à Igreja de nossos dias. Sua presença entre nós continua a fazer-se sentir fortemente nestes momentos difíceis pelos quais passamos, para fortalecer nossa fé, vivificar nossa caridade e aumentar nossa esperança. Saibamos acolher estes dons a nós oferecidos.

A 1a Leitura, tirada dos Atos dos Apóstolos (Atos 2,42-47) nos apresenta a difusão e o crescimento da Comunidade cristã primitiva. Temos aí como que uma fotografia desta Comunidade, com seus alicerces: assiduidade na oração, participação comum na “fração do pão” (na Eucaristia) e escuta da Doutrina dos Apóstolos.

Estes continuarão a ser os alicerces da Igreja de Nosso Senhor: A oração comum, a Eucaristia e o Ensino da Verdade. E é na Liturgia dominical, na Santa Missa de cada Domingo que nos reunimos para vivenciar esta realidade.

Aprendamos, portanto, a amar a Santa Missa dominical e a nunca deixar de nela participar. É uma atitude vital para nos mantermos em comunhão com a Igreja de Jesus Cristo Ressuscitado. Na 2a Leitura, ouvimos um trecho da 1a Carta de São Pedro (1a Pedro 1,3-9).

Este belíssimo trecho é parte de um antigo hino, que a Comunidade cristã primitiva usava nas celebrações batismais. Um hino de louvor e de ação de graças pelo dom da graça batismal, ou seja, da regeneração operada pelo Batismo, que nos abre as portas do céu e da salvação eterna.

São Pedro fala também da alegria produzida por esta graça de salvação, alegria esta ainda misturada com os sofrimentos do tempo presente “embora seja necessário que agora fiqueis por algum tempo aflitos, por causa de várias provações”.

Esta situação deve servir-nos como prova para verificar a autenticidade de nossa fé e de nossa confiança em Deus.

Finalmente, no Evangelho deste Domingo (João 20,19-31) somos chamados a tomar consciência de que Nosso Senhor entrega, a seus Discípulos, o poder que Ele obteve através da Ressurreição dos mortos. Transmitindo sua Paz, Nosso Senhor os envia para o mundo todo com o dom pascal do perdão dos pecados, para que eles sejam instrumentos da reconciliação da humanidade com Deus, obra esta realizada por Jesus com sua Paixão, Morte e Ressurreição.

Também, Nosso Senhor louva a todos aqueles que, tendo fé, acreditam em sua Palavra e em sua Ressurreição. É pela fé que hoje nós nos encontramos com o Senhor Ressuscitado. Não somos como Tomé, que para crer precisou tocar nas chagas do Senhor.

Cristãos de hoje, de um tempo distante daqueles das origens da Igreja, nós proclamamos a nossa fé no Senhor Ressuscitado e em sua presença salvadora entre nós, dando-nos sempre seu perdão e sua paz.

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