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Indústria

Projeto que autoriza destinação de R$ 500 mil para reforma da estrutura será votado na terça-feira, 19; nova operação deve gerar até 600 empregos

Publicado em 18/05/2020, última alteração em: 18/05/2020 14:05.

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11 - Razia

Desativado há cerca de um ano, o frigorífico da Adelle Foods, em Frederico Westphalen, pode ganhar, nas próximas semanas, uma data para retomar a operação. As tratativas entre empresa e Prefeitura de FW avançaram recentemente, com o poder público aceitando investir R$ 500 mil para reformar o telhado da planta, situada no bairro Santo Antônio. O projeto de lei (PL) foi entregue pelo prefeito José Alberto Panosso (MDB) ao presidente do legislativo de FW, João Vendruscolo (MDB), na segunda-feira, 18, na Câmara de Vereadores.

O acordo possui ainda uma cláusula de contrapartida por parte da empresa. Caso a planta feche as portas um ano após a abertura, terá de devolver 100% do valor ao poder público. O percentual diminui 20% a cada ano de funcionamento do frigorífico, zerando ao chegar nos seis anos de funcionamento, quando um eventual fechamento não obrigaria devolução de valores à Prefeitura de FW

Aluguel da planta

O encontro de segunda-feira também teve a presença do secretário de Indústria, Comércio e Turismo de FW, Alessandro Molossi, e do empresário Leonir Balestreri, proprietário da Adelle Foods. O executivo expôs que está adiantado o processo para reativar a planta. “O que temos aqui é um aluguel de dois anos com uma grande empresa do ramo de proteína animal do Brasil”, destacou.

Caso o negócio seja efetivado, a previsão é que de 300 a 400 empregos diretos sejam gerados imediatamente, sendo cerca de 260 na produção e o restante nas atividades de apoio e atividades administrativas. Outros 200 empregos indiretos, entre postos formais e informais, também devem ser gerados no modelo previsto, totalizando entre 500 e 600 empregos.

Atualmente, o local possui capacidade de produção para abatimento de 1,6 mil suínos por dia. Com o novo modelo, a operação inicial prevista é de 800 a 900 animais por dia, número que subiria progressivamente até atingir a capacidade máximo em 120 dias.

Conforme Panosso, a Prefeitura recebeu mais de R$ 1 milhão em impostos do grupo Adelle no momento em que a empresa vendeu sua planta de Seberi para o Grupo JBS. “É justo que o município possa contribuir com a reforma da estrutura do frigorífico, com 500 mil, que é um valor irrisório perto da estrutura da Adelle”, salientou o gestor.

Sem data de abertura

Segundo Balestreri, nenhum contrato com a empresa que irá administrar a planta foi firmado ainda. “Eles estão em Frederico [Westphalen] com 15 técnicos. Se trouxeram os técnicos é porque o negócio está avançado. Mas que fique claro que não tem nada certo, pode ser que fechemos o negócio ou não”, argumentou.

Mais informações na edição de quarta-feira, 20

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