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Martha Eliane Nunes

Morando hoje em Constantina, com os seus maiores incentivadores e fãs, o esposo José Brunetta e os filhos, Naiumy, Wesley e Emanuelle, Martha vive da música e garante que essa é uma de suas maiores paixões

Publicado em 28/05/2020.

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Dando sequência à série dos talentos regionais, destacamos aqui na coluna desta semana a história de Martha Eliane Nunes, de 46 anos, que trouxe as influências musicais de casa e tornou-se regente de corais, inclusive corais italiano e alemão, é professora de violão e de vários grupos artísticos de escolas da região.

– Minha mãe sempre cantou na igreja de sua comunidade, porém é uma daquelas pessoas que nasceram com o dom. Meu irmão mais novo é músico profissional, morava na Itália e há pouco tempo está em Pato Branco (PR), participou das maiores bandas do Sul do Estado, e desde criança cantamos juntos, então sempre tive essa ligação com a música, que cada vez mais foi me envolvendo e hoje fiz deste meio a minha profissão – conta Martha.

Morando hoje em Constantina, com os seus maiores incentivadores e fãs, o esposo José Brunetta e os filhos, Naiumy, Wesley e Emanuelle, Martha vive da música e garante que essa é uma de suas maiores paixões. “Comecei muito cedo, minha mãe diz que com três aninhos eu já cantava na igreja. Sempre fui aquela aluna que organizava as apresentações, as datas festivas na escola, nas festinhas de família. Até mesmo no chuveiro eu já demostrava o meu lado artístico”, relembra, falando também do incentivo que tinha em casa.

– Meu pai comprou um violão e uma guitarra quando eu tinha uns nove anos, então meu irmão e eu começamos ‘arranhar’ aquelas cordas, levantávamos às 5h30min para assistir ao Som Brasil aos domingos e copiar as notinhas que eles faziam em uma folha, isso é inesquecível para nós. Tinha também umas revistinhas que a gente comprava com as músicas mais tocadas da época, foi assim que começamos. Aprendemos sozinhos e nunca mais paramos – frisa.

 

Reconhecimentos

Além de todo o amor de casa, Martha lembra daqueles que foram essenciais para a sua profissionalização no meio musical. Ao iniciar as aulas de violão, para aperfeiçoar a sua técnica, ela encontrou pessoas que guarda com carinho em sua vida.

– Meu primeiro professor de violão foi o Ademar Pereira, em Ronda Alta. Cantei durante 10 anos no coral municipal de lá, era a voz solo. As minhas professoras de música, Janeska Grossi Castro e Josevane de Jesus Vicentin, me moldaram, e tudo o que vivo na música hoje atribuo a elas. Se realizei vários sonhos, elas que merecem meu reconhecimento. Outra pessoa que faz parte da minha história é o professor Juliano Oliveira, um grande artista, são 20 anos de companheirismo, cantando juntos, e ele me oportunizando a fazer solo nos grandes espetáculos que organiza. Tem também o grupo Inimigos do Ritmo, são 20 anos animando os mais variados eventos em nossa região, considero a Luisiane, a Graciela, o Leonardo e a Déborah as minhas almas gêmeas na música, as minhas metades. Ainda, preciso agradecer às administrações municipais, que me contrataram e confiaram no meu trabalho – destaca, lembrando também dos amigos que fez em Frederico Westphalen, cidade em que nasceu.

– Meu maior presente na vida musical foi o professor Danilo André Gregory, conheci ele em um de seus shows, que fui assistir em 2010. Ficamos amigos, juntamos nossas almas e faço parte de seus shows como backing vocal e voz solo. Ainda, me presenteou diversos anos consecutivos com minhas apresentações no Frederico em Luz, onde fiz vários amigos – acrescenta.

 

Realização pessoal

Para Martha, não há realização pessoal maior do que ver no rosto das pessoas a alegria ao terem contato com o meio musical, seja qual for a forma de interpretação. “Vivo da música há muitos anos, criei meus filhos, minha filha fez faculdade, mantenho minha casa, tudo com o dinheiro que a música me traz. Minha paixão vem de ensinar, nem é tanto cantar, mas ensinar, dividir vozes em grupos, principalmente terceira idade, que é o meu forte, é uma alegria sem tamanho e uma realização pessoal”, diz a cantora.

Perfeccionista, Martha trabalha para que a sua arte chegue da forma mais bela até as pessoas e sonha que seus projetos tenham continuidade na família. “Tenho minha filha Naiumy que toca violão e já canta profissionalmente, então é uma continuação minha, e isso me enche de orgulho, que nem cabe em mim. Penso em trabalhar assim até que Deus me dê forças e que não falte trabalho, pois eu não imagino a minha vida sem a música. Só digo para as pessoas que não deixem de sonhar, os seus sonhos não têm preço”, finaliza.

Texto: Suseli Cristo

 

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