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Caso Rafael

Em entrevista ao AU, advogado Jean Severo que apontamento sobre laudo da morte de Rafael Mateus é “informal” e reafirmou tese de homicídio culposo

Publicado em 28/05/2020, última alteração em: 28/05/2020 10:17.

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Após tornar público que defenderá Alexandra Dougokenski, autora confessa da morte do filho, Rafael Mateus Winques, 11 anos, o advogado Jean Severo concedeu entrevista ao AU, na manhã desta quinta-feira, 28. Os questionamentos à defesa tiveram como base as indagações realizadas pela comunidade ao longo dos últimos dias.

Ao lado do estagiário, Martin Gross, Severo voltou a defender a tese de que Alexandra cometeu homicídio culposo, quando não há intenção de matar. O advogado tornou claro que a estratégia adotada pela defesa será a de que a mãe buscou medicar Rafael após uma discussão em função do uso do celular.

– O menino tinha enxaqueca por usar tanto o celular, e ela tirou o celular dele. O menino ficou chateado, ficou revoltado. Aí ela teve a péssima ideia de medicar o guri, de dar os comprimidos, o que gerou toda essa situação. Uma hora depois ela vai ver o menino, ele tá com a boca roxa, sem batimento, gelado, paralisado em cima da cama. E aí, depois, ela tomou as piores atitudes possíveis e deve responder por isso –, afirma Severo.

“Não tem perícia ainda”

Sobre o resultado da perícia, que indicou que morte de Rafael se deu por asfixia, ele respondeu que ainda não há perícia.

– Não tem perícia ainda. Existe uma informação, que não é formal, e até eu condeno que isso tenha acontecido. Se eu não tenho a perícia formalizada, eu não tenho nada. Há uma suposição de que a criança tenha sido asfixiada, mecanicamente, por estrangulamento, o que é diferente de esganadura, que é com as mãos –, relata o advogado, se referindo ao fato de que o resultado da perícia foi divulgado pela Polícia Civil, em entrevista à Rádio Gaúcha.

Ainda sobre o tema, o advogado afirma que a asfixia poderia ter ocorrido no transporte do corpo, do quarto para fora.

– Quarto pequeno, a porta não conseguia ser aberta totalmente, tinha uma escrivaninha que trancava a porta. Se ela fosse puxar o menino, ela não ia conseguir, o menino é de 40 quilos, ela é uma moça de 56 kg, não ia conseguir carregar tudo sozinho. Então ela teve a ideia de reduzir o espaço do corpo, amarrar, a parte de cima e os pés. Que que ela faz, ela puxa ele, aí é ocultação de cadáver, ela começou a tomar as piores decisões. Provavelmente, no puxar, pega o pescoço também. Agora eu preciso da perícia para apurar o que ocorreu – argumenta.

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