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Lisiane Cescon Castelli

Lisiane Cescon Castelli é a nova juíza de Seberi

Publicado em 13/06/2020.

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Antes mesmo de ingressar na universidade, Lisiane Cescon Castelli já tinha ideia de ser juíza, mesmo sem saber direito o que um magistrado, de fato, fazia. Ao ingressar na faculdade e ter conhecimento melhor das possíveis áreas de atuação, ela foi confirmando o seu desejo e hoje, aos 37 anos, é uma magistrada reconhecida em todo o Estado do Rio Grande do Sul e, de forma muito especial, em Seberi, onde assumiu, no dia 2 de março deste ano, a Vara Judicial da Comarca.

– Fui me encantando cada vez mais pela ideia de ser juíza. No 5º semestre da faculdade (na minha época o curso tinha duração de 12 semestres), iniciei como estagiária voluntária no Tribunal de Justiça, na secretaria da 16ª Câmara Cível e, logo em seguida, fui estagiar com o desembargador Claudir Fidélis Faccenda (bem conhecido aqui na região por ter sido magistrado em Frederico Westphalen). Na época, o desembargador atuava na 16ª Câmara Cível e, posteriormente, na 8ª Câmara Cível. Quando me formei, em 2005, fui convidada pelo desembargador para ser secretária de gabinete, onde permaneci até setembro de 2010, quando ele se aposentou. Então, a partir daí iniciei meus estudos para o concurso da Magistratura – relembra Lisiane, que é formada em Direito pela Pontifícia Universidade Católica, de Porto Alegre, com pós-graduação em Penal e Processo Penal, e também em Processo Civil.

Trajetória

Lisiane Cescon Castelli, que é natural de Sarandi, teve a sua posse como magistrada em setembro de 2014 e, inicialmente, como não havia comarcas suficientes para todos os novos juízes assumirem, ela foi atuar em Passo Fundo, como juíza-substituta, na 3ª Vara Criminal. “Depois disso, em fevereiro de 2016, assumi como titular da 2ª Vara da Comarca de Três Passos, lugar onde jurisdicionei até assumir na Comarca de Seberi, neste ano”, relata a juíza.

Na Comarca de Seberi, Lisiane é a única juíza, pois é Vara Judicial. “Escolhi a Comarca de Seberi pela localização e também por ter sido uma cidade elogiada pelos colegas anteriores que aqui passaram”, conta.

Adaptando-se

Ao tomar posse em Seberi, Lisiane, assim como todos os brasileiros, foi surpreendida pela pandemia do novo coronavírus, precisando adaptar-se também ao trabalho. “Infelizmente, desde a minha posse, o Fórum esteve aberto apenas duas semanas, sendo posteriormente iniciado o sistema de trabalho diferenciado em face da pandemia. Assim, não consegui dar início a alguns projetos e nem dar andamento nos processos que estavam aguardando audiência. Contudo, estamos trabalhando de forma remota nos processos eletrônicos (Juizado Especial e Juizado da Fazenda), bem como os feitos novos, já digitalizados e distribuídos no Eproc, sem prejuízo do atendimento das demandas urgentes. Outrossim, na medida do possível e, em regime de revezamento de servidores para se evitar o contato pessoal, estamos analisando os processos físicos pendentes para que, assim que retornem as atividades, se possa dar andamento a eles. Infelizmente, os processos que dependem da realização de audiências tendem a demorar mais, pois o atual momento não recomenda a aglomeração de pessoas”, destaca a juíza.

Realizada

Aos 37 anos, Lisiane diz ser plenamente realizada na Magistratura e também feliz pelo apoio que recebe do esposo, o empresário Régis Hansen, e das filhas, Luísa e Alice. “Não me imagino com outra profissão, sou muito feliz em ser juíza, em todo o processo que vivo, e pelo amor que recebo da minha família. Nós estamos sempre em busca de aperfeiçoamento, pois a vida hoje em dia é muito dinâmica e os julgamentos, as leis estão em constante modificação, por isso gostaria de fazer outra especialização ou até mesmo um mestrado na área de Direito Público ou Direito de Família. São planos, mas vamos amadurecendo a ideia com o tempo”, finaliza.

Para ser uma juíza

Para quem sonha em ser juíza é um longo caminho. São cinco anos de graduação, três de trabalho/experiência comprovada e mais um tempinho para conseguir passar no concurso para uma vaga. O exame é composto por provas orais e escritas sobre matérias do Direito.

Depois de conseguir aprovação no concurso público, o candidato ainda precisa frequentar um Curso de Formação da Escola da Magistratura (Ajuris) para aprender os aspectos técnicos da profissão e desenvolver competências específicas. No início da carreira, o profissional se classifica em uma cidade de entrância inicial, assim nominadas a critério do Tribunal de Justiça em que a escolha observa a ordem de classificação do concurso. Somente depois de dois anos pode buscar transferência para cidades maiores, chamadas de entrância intermediária e, posteriormente, cidades de entrância final, como Porto Alegre, Passo Fundo, Caxias do Sul, Santa Maria e Pelotas. 

Texto: Suseli Cristo

 

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