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Fiscalização

Conforme o órgão, montante recebido indevidamente pelos agentes das esferas estadual e municipal soma R$ 9,1 milhões

Publicado em 29/06/2020, última alteração em: 29/06/2020 15:55.

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Um trabalho realizado por auditores do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE-RS) detectou indícios de possíveis irregularidades no recebimento do auxílio emergencial por agentes públicos, ativos, inativos e pensionistas, vinculados a órgãos estaduais e municipais no Rio Grande do Sul.

O estudo, que examinou os recebimentos do auxílio emergencial, foi encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU) e à Controladoria Geral da União (CGU), na sexta-feira, 26, para análise e adoção das providências cabíveis. Foram encontrados 12.957 casos com possíveis irregularidades, sendo 3.024 da esfera estadual e 9.933 da esfera municipal. Inativos e pensionistas representam, aproximadamente, 89% dos casos na esfera estadual e 32% na esfera municipal.

Ainda em relação aos municípios, os estagiários representam, aproximadamente, 24% dos casos. A soma dos valores pagos com indícios de irregularidades importa em, aproximadamente, R$ 9,1 milhões. Os resultados foram obtidos com o cruzamento dos dados das folhas de pagamento dos municípios e das folhas de pagamento da esfera estadual, com os dados disponibilizados pela CGU, obtidos a partir do seu Portal de Transparência, relativos à primeira parcela de pagamentos do auxílio emergencial.

O TCE-RS procurou descartar falsos positivos, utilizando-se informações mais recentes das folhas de pagamento. Porém, considerando atrasos nas remessas de dados em função das limitações causadas pela pandemia, é possível que servidores contratados temporariamente e estagiários que não possuem mais vínculo com a administração pública tenham sido contabilizados.

É possível que fraudadores tenham utilizado dados de terceiros e, também que valores tenham sido lançados equivocadamente pela União. Pessoas que tenham recebido o benefício indevidamente podem efetuar a devolução das parcelas recebidas no site do Ministério da Cidadania.

Por: Marcos Rolim – Assessoria de Comunicação Social do TCE-RS

 

 

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