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9 - coronavírus

Nídia Heringer

"Ser eleita reitora nesse período em que vivemos a pandemia de Covid-19 e em que a saúde, a educação, a economia e os modos de viver são pontos de pauta constantes, é extremamente desafiador"

Publicado em 15/09/2020.

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A comunidade acadêmica do Instituto Federal Farroupilha (IFFar) escolheu, no mês de agosto, de forma democrática, a sua nova reitora, a professora-doutora Nídia Heringer, que ficará no cargo pelos próximos quatro anos – gestão 2020-2024.

– Ser eleita reitora nesse período em que vivemos a pandemia de Covid-19 e em que a saúde, a educação, a economia e os modos de viver são pontos de pauta constantes, é extremamente desafiador, mas também estou muito feliz. O IFFar é uma instituição que tem aproximadamente 13 mil estudantes, nos últimos anos ocupa lugar de destaque no cenário nacional e é referenciado socialmente no território de atuação pela qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão, por isso faremos o nosso melhor para que o próximo período seja de consolidação de conquistas, para efetivarmos o Plano de Gestão 2020-2024 e concretizarmos as metas previstas no nosso Plano de Desenvolvimento Institucional – frisa Nídia, que nasceu em Seberi, cresceu em Erval Seco e visita Frederico Westphalen com frequência, pois parte da família (mãe, irmãos, sogra, cunhados) residem na cidade.

 

A docência

Nídia Heringer completou 48 anos no domingo, 6, mas a dedicação à docência iniciou quando ela tinha apenas 18 anos. É formada em Letras – Português, Inglês e Respectivas Literaturas, pela URI/FW, e tem mestrado e doutorado em Letras pela Pontifícia Universidade Católica (PUCRS). Após ter trabalhado nas redes municipais e estaduais de ensino de cidades como Erval Seco, Sapucaia do Sul e Porto Alegre, atualmente, ela é pró-reitora de Desenvolvimento Institucional do Instituto Federal Farroupilha. Em 2019, foi agraciada com o Prêmio Destaque Ensino, da Associação dos Professores Universitários de Santa Maria (Apusm).

– Iniciei minha trajetória como docente em Erval Seco logo após concluir o magistério, por meio de concursos do município e do Estado. Atuei nas duas redes enquanto fiz a graduação em Letras. Pedi licença (dois anos) para fazer mestrado. Durante o doutorado (o primeiro ano com dedicação exclusiva) voltei a atuar como docente no curso de Letras, na FAE, e também atuei na Prefeitura de Sapucaia do Sul. Em 2008, fiz concurso público para a Rede Federal de Educação Profissional, Cefet Bento Gonçalves, e aprovada fui lotada na Unidade de Ensino Descentralizada, em Santo Augusto. Naquele mesmo ano, a Lei 11.892 criou os Instituto Federais e passamos a ser Instituto Federal Farroupilha. Ingressei em uma época em que interiorizar a educação era meta governamental e o IFFar teve desenvolvimento exponencial, passamos de quatro para 11 campi, na fronteira Oeste, Centro e Noroeste do RS – conta.

Além da docência no IFFar, Nídia teve a oportunidade de atuar como coordenadora de Relações Institucionais (2009 a 2010), diretora de Extensão e pró-reitora de Extensão Substituta (2010 a 2012), e é a pró-reitora de Desenvolvimento Institucional, desde 2012, atuando na PRDI até que seja publicado o decreto, no Diário Oficial da União e ela tome posse como reitora.

 

A reitoria

A reitoria do IFFar é em Santa Maria, cidade onde Nídia reside desde 2009 com o esposo, o frederiquense Rudimar Luiz Zanco. “Acreditamos na educação como bem público e não mediremos articulação e esforços para qualificar o ensino, a pesquisa, a extensão e a inovação, garantirmos políticas de atenção aos estudantes e aos servidores, bem como, ampliação das ofertas de cursos e as oportunidades de acesso educacional no território de atuação do IFFar”, destaca Nídia, que é a segunda mulher a ocupar o cargo no instituto.

– A presença das mulheres em instâncias decisórias de gestão, no IFFar, já é conhecida, na reitoria e nos campi. Serei a quarta reitora do IFFar e a segunda mulher. Nossa atual reitora, a professora Carla Comerlato Jardim, assumiu em 2012, está no segundo mandato, que encerra em novembro. Como integrante da sua equipe de gestão tive oportunidade de ser pró-reitora e reitora substituta. A presença feminina em instâncias decisórias tem aumentado na sociedade, mas pouco ainda. Há uma luta cotidiana que fazemos, pois os direitos não são iguais, sequer os espaços para essa atuação – finaliza Nídia.

Texto: Suseli Cristo

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