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Religião

Local, que também é ponto turístico do município, é preservado a partir de uma tradição familiar que dura quase 60 anos

Publicado em 15/09/2020, última alteração em: 15/09/2020 15:33.

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Há quase 60 anos, a Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, de Caiçara, conta com uma gruta em homenagem a sua padroeira. O local sagrado, que com o tempo também se tornou um ponto turístico do município, foi edificado a partir de um desejo da comunidade. “Havia um voto público de se construir uma gruta em honra à Nossa Senhora. Após enfrentar os trabalhos mais urgentes, a gruta foi solenemente inaugurada em 20 de maio de 1962, com padrinhos, missa cantada precedida da bênção do local, do altar e das imagens de Nossa Senhora de Lourdes e de Santa Bernadete”, escreveu o pároco da época, padre Arlindo Rubert, no Livro Tombo da paróquia.

No livro, Rubert ainda descreveu o objetivo da construção deste espaço e detalhes da obra e sua história. “Foi acentuado, no sermão, que o principal propósito da gruta é incentivar a verdadeira devoção à Nossa Senhora entre todos os paroquianos. A gruta, em seus traços gerais, imita a original de Lourdes, na França. Há boníssima água, bosque de árvores e está situada há dois quilômetros da cidade, na estrada que vai a Vicente Dutra, em local apropriado e de fácil acesso”, detalhou.

Personagens históricos

Segundo o atual pároco, padre Gelson Natal Franceschi, a gruta foi construída pela comunidade, que se revezava de forma voluntária a cada semana. A área de terra onde ela foi edificada também foi fruto de uma doação, feita pelo casal, Arcídio e Teresa Bisello, que vivia próximo ao local e cedeu o terreno para a realização deste sonho da população caiçarense. “Os filhos desta família ainda hoje residem lá nas proximidades e continuam zelando o lugar”, comenta Franceschi.

Além da família Bisello, que fez a doação da terra e ainda ajuda na manutenção do local, o monumento conta com outros personagens históricos, dentre eles, Albino José Marcon e Augusta Bortoluzzi Pivetta (que foram intitulados de padrinhos da gruta), Terezinha Casarin Faccin (madrinha da imagem de Santa Bernadete) e Aldo Scapin (padrinho do altar da gruta).

Festa na Gruta no provável ano de 1962, ano da sua inauguração
Foto: Arquivo de Fiorentina Brandalise/Divulgação

Voluntariado

Há mais de 20 anos, Dineva Bisello é uma das voluntárias que ajuda na limpeza da Gruta de Nossa Senhora de Lourdes. Nora de seu Arcídio e a dona Teresa, duas vezes por semana ela vai até o local, de forma voluntária, dando continuidade a uma tradição familiar. “No início, era dona Teresa quem cuidava, com auxílio de outras mulheres que moravam nas proximidades. Minha mãe, Helena Pesamosca, por exemplo, também ajudou por muitos anos. Elas se revezavam e gostavam muito do que faziam, auxiliavam também nas novenas e orações que eram realizadas. Depois que a sogra ficou bem idosa, eu e minha irmã, Lina Silveira, começamos a realizar esse trabalho. Antes, tinha minhas cunhadas, as filhas de dona Teresa, que também contribuíram”, explica Dineva.

Para a voluntária, cuidar da gruta é algo prazeroso, feito com amor e carinho. “Sou devota de Nossa Senhora de Lourdes. Minha sogra também era, inclusive ela tinha duas imagens da santa na sua casa. Era muito religiosa e nós demos continuidade a essa devoção. Eu adoro fazer serviço voluntário e enquanto puderem e me deixarem eu vou fazer. Isso não é trabalho, acho que o dia que eu não fizer mais eu vou sentir falta”, destaca.

Confira essa reportagem completa na edição impressa do jornal O Alto Uruguai do sábado, 12 de setembro

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