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Artur Coutinho Vasconcelos

O envolvimento do pequeno tradicionalista começou quando ele tinha apenas quatro aninhos, ao ganhar uma gaita. Foi ali, nos ainda desafinados acordes, que nascia mais um apaixonado pela história do Rio Grande do Sul.

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Publicado em 28/09/2020, última alteração em: 28/09/2020 08:54.

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Usar bombacha, o que para muitos seria motivo de vergonha ou até mesmo uma caretice, para o Artur Coutinho Vasconcelos, de 10 anos, é motivo de muito orgulho. O envolvimento do pequeno tradicionalista começou quando ele tinha apenas quatro aninhos, ao ganhar uma gaita. Foi ali, nos ainda desafinados acordes, que nascia mais um apaixonado pela história do Rio Grande do Sul.

– O meu primeiro contato com algo ligado à tradição foi a gaita, depois, já com seis anos, comecei a participar da invernada do CTG. Estar envolvido com as atividades do meio tradicionalista é muito divertido, um orgulho. A bombacha me dá energia – conta.

Um menino muito dedicado em suas tarefas, Artur também divide o seu tempo com os estudos, já que está na 5ª série e não quer repetir o ano. “Sempre fui ensinado, que em tudo o que você fizer, para se destacar e ter bons resultados, precisa ser feito com carinho e atenção, por isso para cada coisa tenho os meus horários”, destaca.

 

Em família

Quem fala com os pais de Artur, a Sandra Coutinho Vasconcelos e o Rafael da Rosa Vasconcelos, logo percebe o imenso orgulho que os dois têm do envolvimento do filho e também da pequena Helena pelo meio tradicionalista. Os pais são os grandes incentivadores em todas as atividades e dividem com os amigos e familiares cada momento.

– Meus pais sempre gostaram muito do tradicionalismo, são envolvidos no CTG Rodeio da Querência, fazem parte da patronagem, então o meu envolvimento começou com eles. Quando vão trabalhar nos fandangos, rodeios e jantares eu também vou ajudar, assim aprendo cada vez mais com eles. Meu pai também começou a laçar para participar comigo dos rodeios. Minha irmã dança na invernada, anda a cavalo e laça a vaca parada. Eu sinto muita alegria de participarmos em família, muito orgulho de ser gaúcho e poder cultivar a nossa tradição – frisa Artur, que faz parte da gestão de peões e prendas do CTG Rodeio da Querência, carregando no peito o crachá de Primeiro Piá Farroupilha.

 

Para se orgulhar

A frase “coloque teu filho em um CTG e veja ele sempre rodeado de amigos, sorrindo, cantando e fazendo algo que o deixa feliz” tem sido uma constante para a família Vasconcelos. Nesses anos participando do CTG Rodeio da Querência, o filho dá motivos de sobra aos pais, que relembram sempre com carinho cada passo do Artur.

Além de participar da invernada, ele laça e tem feito o maior sucesso com suas declamações. “Meus pais contam que meu primo Guilherme gostava de declamar, e com seis anos ele declamou na minha festinha de um aninho. Foi a partir daí que começaram a me ensinar versinhos. Quando eu participei do Concurso de Peões do CTG declamei a poesia que esse meu primo tinha declamado na minha festa, que foi ‘Caudilho do Caverá’. Eu segui aprendendo poesias com a ajuda dos meus pais, que sempre treinam comigo, além do incentivo que tenho dos tios do CTG”, lembra Artur, citando as suas conquistas.

– Já fui Piazito do CTG na gestão 2017-2018, conquistei o primeiro lugar em declamação nos rodeios artísticos da 28ª Região Tradicionalista em 2017 e 2018, e segundo lugar em 2019. Fui um dos 15 finalistas em declamação no 1º Enart Pré-Mirim, Mirim e Juvenil, que aconteceu em Soledade, em 2019, entre 53 peões que competiam. Além disso, participei várias vezes no laço vaca parada em rodeios, ficando na segunda colocação na categoria piá, no Rodeio Crioulo de Caiçara, em 2019, além do segundo lugar no laço a cavalo, também neste rodeio. No rodeio em Crissiumal, em 2019, trouxe para a nossa cidade o primeiro lugar no laço piá, e tenho também uma conquista importante, que na minha primeira prova de laço a cavalo, em 2018, no município de Dois Irmãos das Missões, fiquei com o terceiro lugar – relembra.

 

Os aprendizados

Assim, desde pequeno e recebendo incentivos, Artur pensa em cada vez mais levar o nome de Frederico Westphalen e do Rio Grande do Sul por onde quer que vá, sem abrir mão dos principais valores que leva de casa e também do CTG. “São muitos aprendizados e muita coisa ainda para aprender. Ao entrar para o CTG você tem a oportunidade de ser um gaúcho de alma e coração, fazer muitos amigos. Eu gosto muito de todas essas atividades que participo, levando o nome do nosso CTG, da nossa cidade, de me divertir em cada momento, sem me importar se vou ficar em primeiro ou em último lugar”, finaliza.

Texto: Suseli Cristo

 

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