PUBLICIDADE
9 - coronavírus

Construção Civil

Imóveis novos podem ter aumento de até 20% no próximo ano

Publicado em 01/12/2020, última alteração em: 03/12/2020 10:00.

Por:



11 - Girassol

A pandemia provocada pela Covid-19 modificou diversos setores da sociedade, inclusive nosso trabalho e lazer. Com o mercado imobiliário também não foi diferente. Para 2021, podemos esperar muitas mudanças no setor. Afinal, a pandemia mudou a forma como nos relacionamos, a maneira como consumimos e muitos dos nossos interesses. Até mesmo a forma como pensamos no mercado imobiliário e nossas preferências em imóveis – para morar ou investir – sofreram ajustes. Por isso, vale a pena entender o que esperar do setor nos próximos anos.

A economia entrou em recessão durante a pandemia, muitas empresas de postos de trabalho fecharam, mas, mesmo assim, o cenário imobiliário é positivo. Havia uma previsão de crescimento de 20% em 2020 em comparação com 2019. O crescimento parou, mas não foi anulado. Ainda assim, a previsão para 2021 continua animadora. Em geral, a demanda pela aquisição de novos imóveis foi reprimida, então quando a economia voltar à ativa, a expectativa é de que o número de contratos assinados seja grande. Para isso, é fundamental que a crise seja reduzida. Além disso, o lançamento de uma vacina contra o vírus é tratado como algo essencial na retomada.

De fato, o mercado imobiliário vem se recuperando desde 2019, após ter enfrentado uma crise que começou em 2013. Em 2021, a recuperação pode ser vista com o lançamento de novos empreendimentos, que poderiam ter saído em 2020, mas que a pandemia não permitiu, assim como a procura por moradias deve se tornar algo constante ao longo deste período.

– Acredito que no ano de 2021 os negócios imobiliários continuem aquecido, da mesma forma que foi e está sendo neste ano de 2020. Financiamentos habitacionais com baixas taxas de juros, Selic e Poupança abaixo da inflação, essas e outras questões acabam fomentando a aquisição de imóveis, tanto para quem deseja sair do aluguel quanto para quem quer investir e ter uma rentabilidade com a locação – afirma o corretor de imóveis da Marcos Lima Imóveis, Mauro Dalla Costa.

 

Como a Taxa Selic influencia?

A Taxa Selic atingiu o menor patamar da história em 2020 e novos cortes não são impossíveis. O índice é mantido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). Em agosto de 2019, marcava 6,5%, no fim de 2020 chegou a 2%. As quedas vêm acontecendo desde que Jair Bolsonaro assumiu a presidência da República.

A Selic baixa pode ser observada por dois olhares: quem tem dinheiro investido em renda fixa tem ganhado cada vez menos juros, por outro lado, ao solicitar um empréstimo as condições de pagamento são muito mais simples. o Banco Central chegou a informar que essa é a maior recessão mundial desde a quebra da Bolsa de Nova Iorque, em 1929.

 

Perspectivas para o mercado imobiliário em 2021

Era previsto para 2020 um crescimento superior a 20% em relação a 2019, que foi freado devido à pandemia. De fato, muitas pessoas que pensavam em comprar um imóvel perderam o emprego, enquanto outros ficaram com medo de ter esse destino. Por isso, deixaram de fazer a aquisição e adiaram o sonho, que poderá ser realizado em 2021.

A demanda foi reprimida, e quando a economia voltar a funcionar perfeitamente, possivelmente haverá um “boom” nas vendas. Existe algo que precisa ser considerado, pois durante a quarentena as pessoas passaram a ficar mais tempo em suas casas e perceberam como é importante morar bem. Por isso, o sentimento de necessidade pela aquisição de imóveis ganhou força. “Felizmente, a construção civil praticamente não parou, assim como o agronegócio, que são dois setores muito importantes na nossa região, e isso fez com que os danos econômicos da pandemia fossem menos agressivos. Mas como as indústrias da matéria-prima da construção pararam, estamos sofrendo pela falta de materiais e o aumento brusco dos preços, o que eleva o custo da obra e também refletirá em um aumento de 15% a 20% no valor dos imóveis novos a partir de agora. Esse reajuste não deve ocorrer em imóveis usados, mas com a alta no preço dos novos, a procura por usados aumentará consequentemente”, explica o sócio-proprietário da Tomazoni Imóveis, Fernando Tomazoni.

Além disso, a economia geral também reflete no ramo imobiliário. “Neste ano, esperou-se um decréscimo de até 8% para o PIB, mas por hora este número ficou em 4. Já para o ano que vem, a perspectiva é positiva, podendo ter um crescimento de 3% a 4%”, acrescenta Tomazoni.

Em qualquer uma das projeções o cenário é positivo, tanto para imóveis novos, quanto usados. “Esperamos que em 2021 o valor do material de construção retorne ou fique próximo dos valores que eram antes. O aumento que praticamente todos os materiais de construção tiveram neste ano de 2020 está quase inviabilizando a construção, somado à mão de obra que também teve seu acréscimo de valor. Caso isso não aconteça, terá uma diminuição nas construções, aumentando ainda mais a compra de imóvel pronto”, finaliza Dalla Costa.

COMENTÁRIOS

Os comentários no site não são moderados e são de inteira responsabilidade de seus autores. Utilize este espaço com elegância e responsabilidade. Ofensas pessoais e palavras de baixo calão serão excluídas.