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Jean Marcos Braga

O primeiro contato de Jean com um instrumento musical foi aos sete anos, sempre com o incentivo incondicional do avô paterno

Publicado em 19/04/2021.

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Quem vê o seberiense Jean Marcos Braga no dia a dia, fazendo o seu trabalho de entregas pela região, nem imagina que ele carrega junto muitos sonhos, e um deles vem tentando realizar há alguns anos, que é viver da música, uma de suas grandes paixões.

O primeiro contato de Jean com um instrumento musical foi aos sete anos, sempre com o incentivo incondicional do avô paterno. “Comecei a tocar violão com sete anos, sempre com a ajuda e carinho do meu avô paterno, que inclusive me ensinou os primeiros acordes. Aos 12 anos, queria aprender mais, então meu avô começou a ensinar tocar gaita, aí quando eu viajava para Sapiranga, que é onde meu avô materno mora, ele me dava umas aulas mais avançadas, porque ele é gaiteiro, e o paterno era violonista e sabia só o básico de gaita. Tive a sorte de ter estes grandes professores em minha vida, que me fizeram descobrir a paixão pelo meio musical”, conta Jean.

  

Valorização profissional

A nossa região ainda está distante de ser um polo musical, mas, apesar disso, há inúmeros artistas que batalham diariamente em busca da sua valorização profissional por meio da música, assim como o Jean, que aos 24 anos não desistiu do seu sonho. “Faz sete anos que toco profissionalmente, comecei como gaiteiro em um grupo gaúcho, e uns dois anos depois já comecei a trabalhar com o estilo sertanejo também. Ser músico é muito bom, mas tem o lado difícil também, é como qualquer outro emprego, temos que ter responsabilidades e trabalhar certo. Nunca vou desistir de ser músico, amo estar envolvido com a música e sonho em um dia viver só dela. Animamos bailes, pubs, barzinhos, festas de aniversários, jantares, casamentos, e fazemos dessa arte um meio de complemento da renda, saímos dos nossos trabalhos e nos fins de semana, que poderíamos descansar, se divertir com a família e amigos, viramos a madrugada em cima de um palco, levando alegria a outras pessoas, porque isso nos move, isso nos faz feliz. Ainda, muitos não nos valorizam, mas quem carrega essa paixão nas veias talvez saiba do que estou falando”, frisa o músico.

 

Para todos os gostos

As apresentações de Jean, antes da pandemia, eram com o seu parceiro de dupla, o Anderson Lira, da qual ele faz a segunda voz, toca gaita e violão. Quando a agenda está livre, ele faz freelance para outros duplas e bandas.

– Somos mais do estilo sertanejo, tocamos em bares, pubs e demais eventos que procuram pelo nosso estilo musical. Antes dessa nova fase, eu tinha uma dupla com o Paulinho Borges, também de Seberi, com quem gravei um CD, por volta de 2016, que teve como música de trabalho a “Agora pode”. Atualmente, com o Anderson Lira, temos muitos projetos, mas precisamos esperar a pandemia passar para voltarmos a estudar essas possibilidades – comenta Jean.

 

Apoio fundamental

Para seguir com o seu sonho no meio musical, Jean comenta que as coisas nem sempre são só alegria, por isso, ele conta com o apoio fundamental da sua família, que nunca o deixou desistir. “Tive e tenho a sorte de ter eles me apoiando em cada passo. Agradeço imensamente minha família, que sempre está do meu lado me apoiando nas horas boas e nas ruins. Agradeço a Deus também por me proporcionar esses momentos, de subir nos palcos e mostrar o que sei fazer. Meus amigos, que estão do lado e você sabe que pode contar com eles. São essas pessoas que fazem perceber a importância que você tem”, destaca o músico, deixando um recado aos leitores do AU.

 – Para aqueles que estão lendo e se identificam com a minha história, eu digo que se realmente alguém sonha em seguir uma carreira musical, é preciso persistir e nunca deixar os empecilhos mudarem seu pensamento, porque a música é como qualquer outro trabalho, vai ter dias que vai dar estresse, mas não devemos deixar isso atrapalhar nossos sonhos, pois acredito que só chegamos aonde queremos se formos fortes para passar as barreiras que aparecem – finaliza.

Texto: Suseli Cristo

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