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Saúde

No mundo já são 444 contaminados, que resultaram em 17 mortes pela doença

Publicado em 22/01/2020, última alteração em: 18/03/2020 17:28.

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A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) investiga um caso suspeito de coronavírus em Belo Horizonte. Trata-se de uma mulher de 35 anos que esteve em Xangai, na China, e desembarcou na capital mineira no sábado 18, com sintomas respiratórios, compatíveis com doença respiratória viral aguda. “Tendo em vista o contexto epidemiológico atual do país onde a paciente esteve, foi considerada a hipótese de doença causada pelo novo Coronavírus, que é microrganismo de alerta sanitário internacional”, informou a SES-MG, em nota.

Os exames capazes de confirmar ou descartar a hipótese diagnóstica estão em andamento em laboratórios de referência. Em nota, o Ministério da Saúde disse que, até o momento, não há detecção de nenhum caso suspeito no Brasil de pneumonia "relacionado ao evento na China". A pasta falou também que "o caso noticiado pela SES/MG não se enquadra na definição de caso suspeito da Organização Mundial da Saúde (OMS)". O ministério segue investigando o caso.

O caso foi identificado nesta terça-feira, 21. A paciente está internada no Hospital Eduardo de Menezes, na Região do Barreiro, e encontra-se clinicamente estável.

Antes do primeiro caso suspeito ser revelado, o ministério da Saúde afirmou que enviou comunicado à Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária) em portos e aeroportos para que viajantes sejam orientados sobre os cuidados em viagens ao exterior, principalmente nos aeroportos com conexões para a China.

 

Infectados

Na China, subiu para dezessete o número de mortos pelo surto de uma variante do vírus, informou nesta quarta-feira, 22, a televisão estatal do país. O último balanço registrava nove óbitos. O número oficial de infectados foi para 444.

Especialistas da Organização Mundial da Saúde se reunirão nesta quarta-feira para decidir se o surto será considerado uma “emergência de saúde pública de interesse internacional”.

Até o momento, a OMS usou essa denominação apenas em casos raros de epidemias que exigem uma vigorosa resposta internacional, como a gripe suína H1N1 (2009), o zika vírus ( 2016) e a febre ebola, que devastou parte da população da África Ocidental de 2014 a 2016 e atinge a República democrática do Congo desde 2018.

Na terça-feira 21, um homem foi diagnosticado com a doença em Washington, a capital dos Estados Unidos. Casos do vírus também foram registrados na Coreia do Sul, na Tailândia e no Japão. Há também casos suspeitos nas Filipinas, na Austrália e no México. Dentro da China, também já foi confirmado o primeiro contágio em Hong Kong.

Há a possibilidade de que o vírus cause uma pandemia. Os governos de diversos países, que esperam receber milhares de chineses nos próximos dias por causa do feriado de Ano Novo Lunar, começaram a preparar seus aeroportos e aumentar sua fiscalização, procurando sintomas como febre e tosse.

 

Sintomas e transmissão

Chamado de 2019-nCoV, o coronavírus causa febre, tosse, falta de ar e dificuldade em respirar. É um tipo de pneumonia que é transmitida de pessoa para pessoa.

Parece ser uma nova cepa de um coronavírus que não havia sido previamente identificado em humanos — coronavírus são uma ampla família de vírus, mas poucos deles são capazes de infectar pessoas.

O período de incubação e a origem do vírus ainda não foram identificados. Porém, a fonte primária é provavelmente um animal, de acordo com a OMS. As autoridades chinesas vincularam o surto a um mercado de frutos do mar na cidade chinesa de Wuhan, onde os primeiros casos foram registrados.

 

O que outros países estão fazendo?

Reino Unido, Austrália, Rússia, Cingapura e Turquia adotaram medidas em fronteiras e aeroportos para evitar a entrada do coronavírus. Entre as ações, estão a criação de zonas especiais exclusivas para passageiros vindos da China, o uso de câmaras térmicas para identificar alta temperatura corporal (a pneumonia por coronavírus gera febre alta). O aeroporto de Heathrow, em Londres e o maior da Europa, tem uma zona especial agora para passageiros vindos da China. Em Cingapura, todos os passageiros vindos da China serão separados.

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