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Chegando aos 50, e agora?   
Chegando aos 50, e agora?  

Vamos aprender a amadurecer juntos?

Por seis meses – de setembro a fevereiro – estarei falando sobre o corpo e a mente da mulher a partir dos 50. Voilá!

Por Lana Campanella

Solidão ou oportunidade de se redescobrir? A escolha é sua!

O ser mulher realmente foi dotado de uma força inigualável, sendo testada em todas as fases da vida e gabaritada em sua essência

Tags: amor, mulheres, romance, relacionamentos.

Publicado em 28/12/2019 por Lana Campanella.


O silencio é bem diferente do vazio que gera sofrimento intenso e, em se tratando de filhos, responde pela “Síndrome do Ninho Vazio”, por conta da saída dos filhos de casa. O ser mulher realmente foi dotado de uma força inigualável, sendo testada em todas as fases da vida e gabaritada em sua essência: se casou ou por que não casou; se demorou a ter filhos ou por que optou por não os ter; se encerrou um relacionamento de agruras e resolveu seguir só ou por que aguenta os desmandos de uma relação fracassada; se ingressou no mercado de trabalho e dividiu os cuidados com os filhos com a escolinha ou por que está “só dona de casa” e não ajuda o marido com as finanças trabalhando.

O tempo todo a mulher está sendo cobrada em coisas da sua vida e que cabem somente a ela decidir, e isso já explica a tal força comentada antes. Imagine essa mulher chegar à meia-idade e precisar se reconstruir, sem sua função reprodutora (a situação piora para aquelas que ainda não tiveram filhos, mas ainda gostariam de ter), com os sintomas da menopausa infernizando seus dias e noites com insônias e calorões, com a insatisfação da imagem que veem no espelho, com a separação depois de anos de vida em comum ou a monotonia de um relacionamento sem sal, com a perda dos progenitores e com a saída dos filhos de casa, o que inevitavelmente lhes dissocia da função parental.

É muita coisa para uma só fase de vida, considerando que essa mulher não vive em uma bolha ou uma ilha deserta, tampouco desfruta de um período sabático em algum SPA. Essa mulher está andando por aí, trabalhando, cozinhando, cuidando do lar e tentando cuidar de si. Os sintomas de tristeza podem se acentuar quando a mulher não se preparou para viver essa fase de separações e não percebe que também pode ser ótimo estar consigo mesma e reaprender a gostar de sua própria companhia.

Para aquelas que ainda estão no mercado de trabalho, essa transição é menos dolorosa, pois a atividade laboral às vezes se acentua substituindo vazios, embora não seja salutar se afundar em coisas de trabalho como forma de esquecer coisas que incomodam. E a mulher que fica em casa, acostumada a colocar a mesa para cinco, seis, de uma hora para outra almoça e janta sozinha, perde até o prazer de cozinhar, já que sua rotina de anos foi quebrada de forma abrupta e definitiva. Os homens também passam por isso com a sua andropausa, se sentindo velhos e menos viris, sendo um fator complicador, quando insistem viver as loucuras da juventude com um corpo que não mais responde aos estímulos como outrora. Daí muita sandice pode acontecer, como trocar um relacionamento consolidado de anos por uma aventura com alguém que tem idade para ser neta, chegar ao ponto de se separar por pressão da amante e depois amargar a solidão de quem fez escolhas equivocadas.

 

Como se preparar para viver o melhor da vida (depois dos 50)

- Mantenha a mente e o corpo ocupados, praticando exercícios ao menos três vezes por semana, indo ao teatro/cinema, lendo, fazendo palavras-cruzadas ou outro passatempo que lhe agrade.

- Comece a colecionar algo que lhe interesse, assim como na infância você colecionava selos/moedas/figurinhas, ou procure outro hobby.

- Descubra atividades prazerosas, faça cursos, uma nova graduação e viaje muito se possível.

- Cultive amizades promovendo encontros e mantenha uma rotina de almoços ou jantares em família a fim de acarinhar esses laços de afeto.

- Redescubra a delícia de namorar a mesma pessoa, façam planos de cozinharem juntos, de receberem amigos, de fazerem aquela viagem há muito planejada e adiada, acima de tudo, se percebam e tenham orgulho da caminhada trilhada juntos.

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